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Laudo sobre demolição vira foco de investigação após desabamento na Penha

A CGM apura se uma estrutura que deveria ter sido demolida continuava de pé antes do acidente que matou cinco pessoas.

Laudo sobre demolição vira foco de investigação após desabamento na Penha

Uma vistoria feita em fevereiro de 2024 está no centro da investigação aberta pela Controladoria-Geral do Município (CGM) após o desabamento de um prédio em construção na Penha, zona leste de São Paulo. O laudo declarou que uma demolição exigida pela Prefeitura havia sido cumprida, mas checagens preliminares com moradores e imagens de satélite indicam que isso pode não ter acontecido.

A servidora da Subprefeitura Penha que assinou o documento foi afastada por 30 dias. Segundo o controlador-geral do Município, Daniel Falcão, a medida serve para evitar eventual interferência na apuração interna.

Histórico da obra

A construção começou em 2019 sem alvará e recebeu multas e ordens de interdição. Uma das multas foi de R$ 119 mil. Um pedido de alvará apresentado naquele ano foi negado.

Em 2021, diante do descumprimento das determinações, a Procuradoria-Geral do Município recorreu à Justiça e conseguiu uma liminar para interromper imediatamente os trabalhos. Um novo projeto foi apresentado em 2022. O alvará concedido em agosto de 2023 exigia a demolição da estrutura anterior — condição que motivou a vistoria agora analisada pela CGM.

O prédio tinha 11 andares e caiu sobre uma casa vizinha na Rua Tequici. O acidente aconteceu por volta das 2h deste sábado, 12. Cinco pessoas morreram, e uma continuava desaparecida sob os escombros.

Buscas e investigações

Duas mulheres, uma delas grávida, morreram no começo do resgate. O Corpo de Bombeiros encontrou outros três corpos ao longo do dia e da noite. Uma menina de 7 anos e um homem de cerca de 30 anos foram retirados com vida e levados pelo Samu ao Hospital Municipal do Tatuapé - Dr. Cármino Caricchio.

A operação durava mais de 21 horas na noite de sábado e reunia 59 bombeiros, 20 viaturas, equipes da Defesa Civil e da Prefeitura, além de cães farejadores. O Corpo de Bombeiros informou que os trabalhos continuariam até a localização da última pessoa desaparecida, sem previsão de encerramento.

A Defesa Civil interditou três residências no mesmo terreno e manteve equipes na região. As causas ainda não foram determinadas. A corporação afirmou que não é possível atribuir o desabamento apenas às fortes chuvas da madrugada.

A Polícia Civil investiga o caso pelo 24º Distrito Policial e tenta localizar responsáveis pela construtora. A New Home Construtora disse ter aberto uma investigação interna e afirmou que ainda não há elementos para atribuir o acidente exclusivamente à empresa. A companhia também informou que a movimentação de terra em um terreno vizinho será analisada e que apoiará as famílias atingidas.

Depois das buscas, o local deverá passar por perícia técnica.

Texto produzido pela Redação Pulso Jovem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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