SÃO PAULO — O Corpo de Bombeiros encontrou, na noite de sábado (12), o corpo de um homem sob os escombros de um prédio que desabou sobre uma casa na Penha, zona leste de São Paulo. Com o resgate, o número de mortos chegou a três. A operação já durava mais de 21 horas.
Duas mulheres, uma delas grávida, haviam sido localizadas sem vida mais cedo. Um homem e uma menina de 7 anos foram retirados dos escombros com vida. Os nomes das vítimas não foram divulgados.
O edifício tinha 11 pavimentos e caiu por volta das 2h, na rua Tequici. A estrutura atingiu uma residência onde moravam nove pessoas. Ainda há outras três pessoas desaparecidas, e o Corpo de Bombeiros não informou previsão para o fim das buscas.
O porta-voz da corporação, coronel Diógenes Lucca, afirmou que os cães farejadores indicaram o ponto exato onde o último corpo foi encontrado. “Estamos aqui para salvar vidas até encontrarmos a última pessoa”, disse. A operação reúne 59 bombeiros e 20 viaturas, além da Defesa Civil e de agentes da Prefeitura de São Paulo.
Prefeitura aponta irregularidades na obra
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que a construção era irregular. Segundo a Prefeitura, a obra começou em 2019 sem alvará, foi interditada e recebeu multas. Em 2021, a Procuradoria Geral do Município entrou com uma ação judicial para suspender os trabalhos.
A construtora apresentou um novo projeto em 2022, e um alvará foi emitido em 2023 com a exigência de demolição da estrutura existente. Uma vistoria de 2024 registrou que a demolição havia sido realizada, mas técnicos municipais disseram ter verificado neste sábado, com vizinhos e imagens de satélites, que isso não ocorreu.
A servidora responsável pela vistoria foi afastada por 30 dias, segundo Daniel Falcão, controlador-geral do Município. A Polícia Civil investiga o caso e procura os donos da construtora. O local passará por perícia depois do fim das buscas. A Defesa Civil também avalia se as fortes chuvas podem ter causado a queda.
Em nota, a New Home afirmou que abriu uma apuração interna e que não há elementos para afirmar que o incidente tenha ocorrido exclusivamente por conduta da construtora.







