Brasil

Polícia investiga obra e fiscalização após queda de prédio na Penha

Três pessoas foram indiciadas após o desabamento que matou seis moradores; uma servidora municipal também é investigada.

Polícia investiga obra e fiscalização após queda de prédio na Penha

A perícia que deve apontar as causas do desabamento de um prédio em construção na Penha, zona leste de São Paulo, deve ficar pronta dentro de 30 dias. Até agora, 12 pessoas foram ouvidas pela polícia, e investigadores não descartam novos envolvidos no caso.

O edifício caiu na madrugada do sábado, 12, sobre uma casa na Rua Tequici. A residência também desabou, deixando seis mortos, entre eles uma mulher grávida. Outras duas pessoas, incluindo um bebê, foram resgatadas com vida e levadas ao hospital municipal do Tatuapé.

Três pessoas foram indiciadas por homicídio com dolo eventual: Isis de Freitas Rodrigues Brandão, responsável legal pela New Home; o engenheiro Cristiano Salgado Vivacqua, responsável técnico pela obra; e Ronaldo dos Santos Vivacqua, apontado como sócio oculto da empresa. Ronaldo está preso e nega envolvimento com a construtora. Cristiano e Isis estão foragidos.

Testemunhas ouvidas pela polícia afirmaram que Ronaldo participava das atividades da companhia, incluindo a venda de apartamentos, e frequentava as obras. A New Home também é investigada por estelionato. Ao menos 10 boletins de ocorrência foram registrados por clientes que dizem ter comprado unidades que não foram entregues.

A servidora da Prefeitura de São Paulo Viviane Rodrigues de Palma também está sob investigação. Ela assinou, em 2024, um laudo relacionado à continuidade da obra e foi ouvida pela polícia nesta terça-feira, 15. A delegada Deidiene Fialho, do 24.° DP, afirmou que Viviane disse ter ido ao local apenas para verificar se a estrutura anterior havia sido demolida, condição para a liberação do alvará.

Segundo a delegada, a servidora declarou que não entrou no prédio e que não havia pessoas na construção, embora o local não estivesse abandonado. Ela também teria dito que foi enganada por Cristiano.

A Prefeitura abriu uma apuração na Controladoria-Geral do Município para analisar os procedimentos de fiscalização. Viviane já havia sido afastada por 30 dias; depois do depoimento, o afastamento foi prorrogado por 120 dias.

A obra começou em 2019 e, de acordo com a Prefeitura, não tinha alvará. O município aplicou multas e determinou a interdição, mas a ordem não foi cumprida. Em 2021, a Procuradoria-Geral do Município conseguiu uma liminar para a paralisação imediata dos trabalhos. Um novo projeto foi apresentado em 2022, e outro alvará saiu em agosto de 2023, condicionado à demolição da estrutura anterior.

Após o acidente, a New Home abriu uma investigação interna. A empresa afirmou que não havia elementos para atribuir o desabamento apenas à construtora e que uma movimentação de terra em um terreno vizinho também será analisada.

Texto produzido pela Redação Pulso Jovem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.

Mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5