Brasil

Dragagem no Rio Amazonas pode manter restrições para navios grandes, diz professor

Augusto César Barreto Rocha afirma que a obra, estimada em mais de R$ 90 milhões, pode não resolver os efeitos da seca.

Dragagem no Rio Amazonas pode manter restrições para navios grandes, diz professor

Mesmo com uma nova dragagem no Rio Amazonas, grandes embarcações podem continuar impedidas de navegar por dois trechos de restrição durante o período de seca. A avaliação é de Augusto César Barreto Rocha, professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), que questiona a falta de estudos para definir a solução mais adequada ao problema.

Rocha afirma que o nível dos rios deve cair e que é provável ocorrer transbordo de contêineres próximo à Itacoatiara, no trajeto de navios de cabotagem e de longo curso com destino a Manaus. Para ele, a situação pode repetir o que aconteceu em 2024 e elevar os custos da logística.

A operação planejada deve custar mais de R$ 90 milhões. O professor reconhece que o trabalho foi redesenhado em relação ao improviso de 2023: a Marinha teria delimitado a área com mais cautela, e o DNIT deve usar um equipamento mais adequado. Ainda assim, Rocha considera provável que o resultado seja parecido com o de 2024, quando a navegação de embarcações de maior porte foi afetada.

Falta de estudo sobre a solução

Na avaliação do professor, a dragagem é uma obra cara sem uma análise prévia compatível com a dimensão da necessidade. Ele defende a realização de uma análise Custo-Benefício, método usado na Engenharia Civil e Hidroviária para obras públicas de grande porte.

Rocha também afirma que, mesmo após a dragagem, a hidrovia pode deixar de funcionar para navios de maior calado. A interrupção da navegação, segundo ele, deve voltar a ser usada como argumento para uma concessão, embora não existam estudos que comprovem que esse modelo resolveria o problema.

O professor relaciona a seca ao El Niño e diz que a melhora registrada em 2025 fez o problema perder espaço no debate. Como hipótese, sugere investigar se o aprofundamento do canal poderia ser uma solução permanente e reduzir a necessidade de novas dragagens. Ele ressalta, porém, que não sabe se essa alternativa é válida.

Rocha afirma que ainda faltam evidências e documentação ampla sobre qual obra resolveria a questão. Sem esse estudo, diz, as medidas podem atender ao debate nas redes sociais, mas não à economia e à logística da indústria amazonense.

A eficácia da dragagem poderá ser avaliada em 15/11/2026, data mencionada pelo professor para verificar se a navegação foi interrompida. Ele também cita setembro de 2026 como o momento em que teria registrado publicamente sua avaliação sobre a obra.

Texto produzido pela Redação Pulso Jovem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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