MANAUS — O Ministério Público do Amazonas (MPAM) deu à Âmbar Energia três dias para informar se vai seguir a recomendação de suspender por 30 dias o reforço de cabos de alta tensão em Manaus. Se a empresa não responder ou não aderir à medida, o órgão poderá buscar a Justiça.
A promotora Sheyla Andrade afirmou que a recomendação foi motivada por reclamações de consumidores sobre curtos-circuitos, oscilações e quedas de energia depois da substituição da fiação.
O MPAM também determinou que a concessionária apresente, em até 10 dias úteis, documentos sobre os cabos e os serviços realizados. A lista inclui laudos e certificados de segurança, locais onde houve troca, histórico de falhas e oscilações, plano de emergência, dados de consumo e registros de reclamações.
O que diz a empresa
A Âmbar informou na quarta-feira (10) que troca cabos convencionais de alumínio por modelos concêntricos revestidos, também feitos de alumínio. Segundo a companhia, os produtos são fabricados sob normas específicas e suportam até 90°C em uso contínuo.
A empresa negou informações divulgadas nas redes sociais de que estaria substituindo cabos de cobre por cabos de alumínio.
O Ministério Público orientou ainda que a Âmbar não faça intervenções capazes de interromper o fornecimento sem avisar os consumidores antes. O comunicado costuma ser publicado no site da concessionária.







