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Alepa debate homenagem à trajetória de Zélia Amador de Deus

Proposta reconhece a obra da professora e escritora como Patrimônio Cultural e Imaterial do Pará no dia de sua morte.

Alepa debate homenagem à trajetória de Zélia Amador de Deus

A Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) previa votar nesta terça-feira (8) um projeto que reconhece a obra literária de Zélia Amador de Deus como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado. A análise ocorreu no mesmo dia em que a professora, escritora, atriz e diretora de teatro morreu, aos 76 anos, em Belém.

A proposta, apresentada pela deputada Lívia Duarte, já tinha parecer favorável das comissões de Justiça e Cultura e seria votada em turno único. A justificativa destaca a contribuição de Zélia para a educação, a produção artística, a defesa da população negra e a criação de políticas de ações afirmativas no Pará.

Atuação no movimento negro

Natural do Pará, Zélia também participou da formação da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), no fim da década de 1970. Em 1980, ajudou a fundar o Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa), organização da qual foi uma das fundadoras.

A justificativa do projeto também apresenta Zélia como professora, doutora, artista, escritora e uma das referências históricas do movimento negro no estado. Ela participou de iniciativas voltadas à defesa dos direitos das comunidades quilombolas.

Entre os trabalhos citados está “Caminhos Trilhados na Luta Antirracista”. A obra trata de momentos ligados à luta contra a ditadura militar, à redemocratização do Brasil e à organização do movimento negro contemporâneo, além de refletir sobre igualdade racial.

Carreira na UFPA

Zélia construiu parte da carreira na Universidade Federal do Pará (UFPA), onde atuava desde 1978. Ela foi vice-reitora entre 1993 e 1997 e, em 2016, tornou-se a primeira assessora da Diversidade e Inclusão Social da instituição. A função foi criada durante a gestão do então reitor Emmanuel Tourinho.

Em 2019, recebeu o título de professora emérita da UFPA. Foi a primeira docente negra e a segunda professora da área de Artes a receber a homenagem na universidade.

Texto produzido pela Redação Pulso Jovem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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