Música

Em “Medusa”, Kiko Dinucci transforma guitarras e samples em novas formas de canção

Novo álbum do músico combina referências do samba, punk, shoegaze e eletrônico com participações de artistas da cena brasileira.

Em “Medusa”, Kiko Dinucci transforma guitarras e samples em novas formas de canção

Kiko Dinucci reuniu uma rede de colaboradores em Medusa, seu novo álbum, lançado nas plataformas digitais. O disco traz Sophia Chablau, Negro Leo, Crystal Duarte, Maria Beraldo, Romulo Fróes, Juçara Marçal e Paola Ribeiro, entre outros nomes envolvidos nas faixas e nas texturas do trabalho.

A chegada ao selo RISCO acontece seis anos depois de Rastilho (2020). No novo projeto, Dinucci amplia uma pesquisa estética que já aparece em sua trajetória como músico, compositor, guitarrista e produtor.

Colaborações e experimentos

Sophia Chablau participou da composição de “Água Viva”. Negro Leo aparece em “Claudia, Frota e Eu”, releitura de “Madonna, Sean and Me”, do Sonic Youth. Em “Loira Palmer”, Crystal Duarte, da Vera Fischer Era Clubber, se aproxima do universo de David Lynch e de Twin Peaks.

Maria Beraldo divide a composição e a interpretação de “Cascuda”, enquanto Romulo Fróes participa de “Como Foi?”. A faixa também conta com interferências de Luas Pires nas fitas e orquestração de Arthur de Faria.

Em “Casca do Olho”, Gustavo Infante processa a fita e cria uma ambiência para o samba que remete à banda alemã Einstürzende Neubauten. Cadu Tenório, Podeserdesligado e Paulo Kishimoto ampliam o campo eletrônico do álbum com sintetizadores e outros recursos.

Lello Bezerra e Guilherme Held assumem guitarras, e Juçara Marçal e Paola Ribeiro contribuem com texturas vocais não convencionais.

Entre a canção e o ruído

O resultado combina guitarras soterradas, ruídos e samples com referências ao samba, punk, shoegaze, post-hardcore, música eletrônica e à canção romântica brasileira. Dinucci define o projeto como “um disco de amor, fantasmas e bichos”.

O artista chama essa mistura de “exugaze”: camadas de guitarra que evocam Kevin Shields, do My Bloody Valentine, aplicadas ao cancioneiro nacional e às canções românticas de Roberto Carlos dos anos 1970.

A assinatura do músico também passa por trabalhos com Metá Metá e Passo Torto, além de sua participação em A Mulher do Fim do Mundo (2015), de Elza Soares, e Besta Fera (2018), de Jards Macalé.

Texto produzido pela Redação Pulso Jovem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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