Donald Trump rejeitou a ideia de diminuir o ritmo de avanço da inteligência artificial e afirmou que os Estados Unidos precisam manter a liderança sobre a China. A declaração foi feita no domingo (13), em meio ao debate sobre os riscos dos modelos mais avançados.
“Estamos à frente da China em IA”, disse Trump. Para o presidente dos EUA, “quem prevalecer na IA vence”.
A posição veio depois de Dario Amodei, presidente-executivo da Anthropic, defender uma estrutura para moderar o desenvolvimento das capacidades de sistemas de IA de ponta. A proposta busca criar mais tempo para lidar com riscos de segurança associados à tecnologia.
Críticas do jornal chinês
Em um editorial publicado no domingo (13), o Global Times afirmou que o plano de Amodei não seria apenas uma iniciativa de segurança. O jornal classificou a proposta como um “manual da Guerra Fria” voltado para a China.
O artigo de Amodei, publicado no sábado, recebeu o apoio de Sam Altman, presidente-executivo da OpenAI, e de Elon Musk, fundador da SpaceX. O executivo da Anthropic também pediu que os Estados Unidos ampliem os controles de exportação de chips para a China e combatam a chamada destilação de modelos por laboratórios chineses de IA.
Em entrevista à CBS News no domingo (13), Amodei disse que o “dilema mais difícil” seria uma eventual decisão da China e de outras nações adversárias de não acompanhar uma desaceleração.
O Global Times acusou Amodei de tentar limitar o desenvolvimento chinês por meio de barreiras tecnológicas e regras regulatórias, além de manter a liderança de Washington em tecnologia de ponta. O jornal também afirmou que afastar a China da inovação global em IA elevaria os custos e os riscos do desenvolvimento da tecnologia.
Parlamentares dos EUA vêm pressionando por novas regras para os sistemas de IA após alertas de pesquisadores da Anthropic sobre a possibilidade de o avanço acelerado levar à extinção da raça humana em um futuro não muito distante.
Os Estados Unidos e a China planejam discutir os riscos de segurança da IA de ponta em meados de setembro. O tema também poderá aparecer em uma cúpula entre Trump e Xi Jinping em 24 de setembro.







