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Claude foi usado em planos de armas e ataques digitais, diz Anthropic

Relatório descreve tentativas envolvendo armas biológicas, espionagem contra a Ucrânia e extração de capacidades por empresas chinesas.

Claude foi usado em planos de armas e ataques digitais, diz Anthropic

A Anthropic afirmou ter identificado usos do Claude em projetos de armamentos, operações de espionagem digital e tentativas de copiar as capacidades de seus modelos. Os casos foram reunidos em um relatório de Inteligência de Ameaças publicado na quinta-feira (10), com atividades registradas nos últimos oito meses.

Entre os episódios, a empresa citou um pesquisador de uma região não atendida pela Anthropic que acessou o serviço por meio de uma infraestrutura de servidor virtual privado. Durante semanas, o Claude teria sido usado no planejamento de experimentos para adaptar a gripe aviária a mamíferos. A companhia não revelou a instituição, o país, os agentes biológicos nem as técnicas envolvidas.

A Anthropic disse ter documentado cinco casos de cientistas usando seus modelos de formas que poderiam contribuir para o desenvolvimento de armas biológicas. Depois de detectar o uso indevido, baniu as contas envolvidas e incorporou as descobertas aos processos de proteção, fiscalização e inteligência de ameaças.

Armas e operações digitais

O relatório também descreve o uso do Claude para desenvolver software ligado a armas de fogo, mísseis, drones armados, bombas, munições e sistemas de mira e controle. Incidentes envolveram operadores na China, na Rússia e no Iêmen, em atividades relacionadas a programas de armamento, coleta de inteligência e aquisições.

A empresa relatou ainda uma campanha contra alvos governamentais, militares e diplomáticos da Ucrânia. O grupo teria usado IA em operações de phishing, sequestro de redes Wi-Fi de hotéis e invasão de contas do WhatsApp. A técnica foi associada ao agente Midnight Blizzard, que o governo dos EUA já havia ligado ao serviço de inteligência estrangeira russo SVR.

Segundo a Anthropic, o grupo criou um sistema capaz de perceber quando um malware era identificado pelas defesas de segurança e reescrever a própria programação para escapar da detecção. A empresa também afirmou ter interrompido atividades relacionadas a afiliados do coletivo ShinyHunters.

Tentativas de copiar modelos

A Anthropic disse ter bloqueado ataques de sete laboratórios sediados na China, entre eles Alibaba, Moonshot, DeepSeek e Xiaomi. O caso atribuído ao Alibaba envolveu mais de 151 milhões de trocas entre maio e julho de 2026, com pico de quase 3 milhões por dia e participação de mais de 3.500 contas consideradas fraudulentas.

A empresa classificou a operação como um caso de destilação ilícita: o uso das respostas de um modelo maior para treinar modelos menores, reduzir custos e aprimorar outra ferramenta. Nesse episódio, o objetivo teria sido extrair capacidades do Claude para melhorar os modelos Qwen, do Alibaba.

A Anthropic também acusou Moonshot, responsável pelo chatbot Kimi, e DeepSeek de redirecionar conversas ao vivo com clientes pelo Claude. Algumas dessas conversas poderiam conter informações confidenciais e teriam sido usadas como dados de treinamento.

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou não ter conhecimento do relatório. O órgão declarou que o governo defende o desenvolvimento da IA para o bem e se opõe à distorção de fatos e a campanhas difamatórias contra o país.

Texto produzido pela Redação Pulso Jovem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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