A OpenAI começou a preparar a liberação gradual do GPT-6 Astra, um modelo que passou por testes de vulnerabilidades ligados à segurança cibernética. O acesso inicial será restrito a profissionais aprovados no programa Daybreak, a partir de quinta-feira (11).
A empresa planeja levar o Astra aos assinantes pagos do ChatGPT e da API nos próximos dias. A estratégia busca evitar que o modelo seja disponibilizado de uma só vez, em meio à preocupação de que sistemas desse tipo possam ser usados para invadir redes ou sobrecarregar defesas.
O ambiente controlado também serve para limitar o uso a um grupo de confiança e ajudar a identificar possíveis falhas antes de uma distribuição maior. A OpenAI afirma que o novo modelo foi extensivamente avaliado em relação a riscos de segurança cibernética.
Discussão sobre controle e regulação
A liberação acontece enquanto há dúvidas sobre uma estrutura voluntária de inteligência artificial que teria sido elaborada pela Casa Branca durante o governo de Donald Trump. O objetivo seria avaliar modelos como o Mythos e o GPT-6 antes do lançamento, mas os detalhes do processo não foram divulgados.
A Protect Democracy, organização sem fins lucrativos e apartidária, processou quatro agências federais para obter informações sobre a estrutura. Segundo a entidade, quase nenhum detalhe foi apresentado ao público ou ao Congresso, incluindo quais empresas participam do desenvolvimento, como as avaliações são feitas e qual autoridade legal sustenta o processo.
A OpenAI aparece entre as entidades consideradas parceiras de confiança do governo, mas os critérios usados nas avaliações não foram informados. O tema também reacende discussões sobre a falta de clareza nos protocolos de segurança e sobre a regulamentação da inteligência artificial nos Estados Unidos.
Modelos antigos ajudaram no treinamento
O Astra também marca uma mudança no treinamento de modelos da OpenAI: sistemas de gerações anteriores participaram de forma significativa do desenvolvimento do novo modelo. Eles poderiam ter sido usados para gerar e organizar dados, avaliar resultados, supervisionar o treinamento, encontrar falhas e ajudar na codificação e na correção da infraestrutura.
Em uma resposta citada no material, o GPT-5.6 Sol explicou que modelos da classe GPT-5.6 poderiam ter sido usados nesse processo, sem indicar que aquela instância específica tivesse participado.
O cientista-chefe da OpenAI, Jakub Pachocki, defendeu a permanência das pessoas nas decisões sobre o avanço da tecnologia: “À medida que a IA assume um desenvolvimento cada vez mais autônomo, precisamos manter as pessoas envolvidas de forma significativa”.






