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OpenAI confirma robô humanoide e amplia equipe para criar hardware próprio

Sam Altman confirmou o projeto, mas a empresa ainda não revelou protótipo, data de lançamento ou parceiro de fabricação.

OpenAI confirma robô humanoide e amplia equipe para criar hardware próprio

A OpenAI está desenvolvendo um robô humanoide, confirmou Sam Altman, CEO da empresa, em um podcast. Questionado sobre a atuação da companhia em robótica, ele disse que o projeto incluirá um humanoide e outros formatos.

Altman afirmou que criar o corpo do robô pode ser menos difícil do que desenvolver a inteligência artificial capaz de controlá-lo. Para ele, o principal desafio é entender o cérebro que fará a máquina funcionar.

Por que fabricar o próprio robô

A decisão pode mudar a relação da OpenAI com empresas de robótica que dependem de parcerias para obter sistemas de inteligência artificial. Entre os projetos citados estão o GR00T, da Nvidia, o Gemini Robotics, usado nos robôs da Apptronik, e soluções integradas ao hardware da Boston Dynamics. A Skild AI trabalha em um modelo capaz de controlar diferentes tipos de robôs.

A Figure AI seguiu caminho parecido. A OpenAI investiu US$ 675 milhões na rodada de financiamento da empresa em 2024, mas Brett Adcock encerrou a colaboração um ano depois para desenvolver a plataforma internamente. Em fevereiro de 2025, ele afirmou que a IA robótica precisaria ser integrada verticalmente para funcionar em escala no mundo real.

Para Altman, o formato humanoide faz sentido porque o mundo foi projetado para pessoas. Um robô com esse desenho poderia abrir portas, digitar em computadores, operar máquinas e limpar uma cozinha. Ele também disse que, embora a infraestrutura e a manufatura sejam prioridades, acredita que todos deveriam ter um robô pessoal algum dia.

O desafio da produção

A Tesla começou a produzir o Optimus na fábrica de Fremont por volta de agosto, cinco anos depois do anúncio do programa, mas nenhuma unidade havia sido entregue a consumidores. Em janeiro, Elon Musk admitiu que os robôs não realizavam trabalho útil dentro das fábricas da empresa. A Tesla também não alcançou a meta de entregar cerca de 10.000 unidades em 2025.

Na avaliação de Musk, o Optimus é o produto mais difícil de escalar a produção, porque exige uma nova cadeia de suprimentos. Dados da McKinsey indicam que os atuadores representam de 40% a 60% do custo total dos materiais. A China controla aproximadamente 69% da mineração de terras raras e cerca de 90% do processamento de ímãs.

A OpenAI encerrou seu projeto de robótica em 2021 por não conseguir dados suficientes. Operar os próprios robôs pode ajudar a empresa a coletar informações sobre força, movimento e interação com objetos. A Hexagon Robotics, que tem contrato para instalar 1.000 robôs Aeon nas fábricas da Schaeffler, também considera dados de treinamento de alta qualidade essenciais.

Vagas e próximos passos

A página de carreiras da OpenAI lista 19 vagas em robótica, todas em São Francisco. Eram 11 quando a divisão foi lançada no final de maio. Quatro oportunidades são voltadas a atuadores, incluindo design, sistemas eletromagnéticos, engrenagens e infraestrutura de testes.

A empresa também busca profissionais para trabalhar com motores, transmissões, sensores, arquitetura térmica, firmware, prototipagem e simulação. As vagas indicam que a OpenAI não pretende apenas licenciar um chassi e instalar sua IA: a companhia está montando a estrutura para desenvolver componentes próprios.

Ainda não há data de lançamento, meta de unidades, parceiro de fabricação definido ou protótipo divulgado para o humanoide. A única confirmação de Altman foi que o projeto será realizado.

Enquanto isso, as remessas globais de robôs humanoides chegaram a aproximadamente 19.100 unidades no primeiro semestre de 2026, alta de 272% em relação ao ano anterior. Fornecedores chineses responderam por mais de 97% do total, enquanto empresas americanas e europeias lançam novos modelos.

Texto produzido pela Redação Pulso Jovem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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