Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, voltou a publicar nas redes sociais depois que o Tribunal Superior Eleitoral suspendeu os repasses de campanha, os perfis e a participação dele em debates. Na sequência, o candidato passou a mirar Augusto Cury, do Avante, que aparecia à frente dos concorrentes da chamada terceira via em pesquisas divulgadas durante a suspensão.
A decisão foi assinada no domingo (30) pelo ministro Dias Toffoli. Segundo a determinação, Renan omitiu perfis oficiais da campanha no registro da candidatura ao TSE, em um que foi classificado como “erro proposital”. A omissão deixou as páginas submetidas a recomendações de algoritmos durante dez dias, prática proibida pela legislação eleitoral.
Durante o período fora das redes, Renan publicou um vídeo de despedida com 34 segundos. A peça usou imagens de Daniel Vorcaro, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli em preto e branco, além de uma fala de Wagner Moura em “Tropa de Elite 2”. O trecho reproduzido dizia que “o sistema é foda” e seguia com uma montagem que mostrava o candidato como alguém perseguido e silenciado.
Novo alvo na disputa
Depois que Toffoli recuou da medida e Renan voltou a postar, o candidato mudou o foco dos ataques. Em vez de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, antigos alvos, passou a criticar Augusto Cury, autor de “O Vendedor de Sonhos” e “Ansiedade: Como Enfrentar o Mal do Século”.
Renan compartilhou reportagens sobre o embarque de influenciadores investigados no caso Banco Master na campanha de Cury. Em uma publicação, afirmou que o adversário era beneficiado por influenciadores ligados ao caso e chamou Cury de “um saco vazio do Avante”.
Na pesquisa Quaest, Cury aparecia na quarta colocação, com 3% das intenções de voto. Em outra publicação, Renan ironizou o próprio desempenho ao dizer que havia conseguido aumentar o engajamento em um podcast, mas continuava sem avanço nas pesquisas: “A República acabou e ninguém liga”.







