Brasil

Augusto Cury cresce nas pesquisas e aposta em redes sociais na corrida presidencial

Candidato do Avante aparece em terceiro nas pesquisas, enquanto sua campanha tenta transformar a imagem de escritor em força eleitoral.

Como Cury, 'gestor da emoção', supera ex-governadores na busca ao Planalto
Foto: Diego Vara - 1º.set.26/Reuters

Augusto Cury, candidato à Presidência pelo Avante, aparece em terceiro lugar nas pesquisas, à frente dos ex-governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado. Lula e Flávio Bolsonaro estão à frente. A Quaest registrou 10% das intenções de voto para Cury, enquanto a BTG/Nexus apontou 11%. O Datafolha também identificou crescimento, mas em ritmo menor.

O avanço veio depois de mais exposição pública. Cury participou de um debate na TV Bandeirantes e foi sabatinado pelo Jornal Nacional. Nas redes sociais, ele reúne 10,7 milhões de seguidores no Instagram, perto dos 11,4 milhões de Flávio Bolsonaro.

Dados da Palver indicam que as citações ao candidato subiram de 2.309 em julho para 27.678 em agosto. Entre os dias 23 e 31, foram 24.046 menções. Cury também ganhou mais de 2,5 milhões de seguidores em uma semana. A campanha afirma que o crescimento é orgânico, enquanto surgiram especulações sobre uso de robôs e financiamento proibido de influenciadores.

A estratégia da campanha

O candidato tenta se apresentar como alguém distante das disputas tradicionais entre direita e esquerda. Seu mote é a pacificação. A estratégia foi construída com a participação do marqueteiro Leandro Grôppo, que trabalhou nas duas campanhas de Romeu Zema ao governo de Minas Gerais.

Cury é acompanhado principalmente pela mulher, Suleima Cury, com quem é casado há 43 anos, e pelas filhas Camila, Carol e Claudia. A filha mais velha, Camila, disse que tentou convencê-lo a desistir da candidatura. O vice da chapa, Júlio Delgado, afirma que o escritor é um outsider que não depende do dinheiro da política.

Mesmo com esse discurso, Cury também participa de atividades comuns em campanhas: gravou vídeos comendo pastel, visitou escolas e igrejas, participou de podcasts e esteve na favela da Rocinha, no Rio. Em São Paulo, reuniu-se com José Wellington Costa Junior, vice-presidente da Assembleia de Deus.

Programa e críticas

Cury declarou R$ 242 milhões em bens e é o candidato mais rico da disputa. Seu programa de governo cita mais de 30 vezes a teoria da Gestão da Emoção, conceito presente em seus livros e palestras. Entre as propostas estão ampliar a telemedicina, criar o Programa Nacional de Saúde Mental, recriar o Ministério da Segurança Pública e estabelecer mandato de oito anos para ministros do STF.

O candidato também promete ampliar o uso de inteligência artificial, gerar 10 milhões de novos empreendedores e buscar déficit fiscal próximo de zero. O plano não detalha como essas metas seriam alcançadas.

A psiquiatra Elisa Brietzke, professora da Queen's University, no Canadá, critica a chamada síndrome do pensamento acelerado, associada às ideias de Cury. Segundo ela, o conceito não aparece na classificação de doenças da OMS nem no manual da Associação Americana de Psiquiatria. Brietzke afirma que sintomas atribuídos à síndrome podem ter relação com apneia do sono, depressão, hipotireoidismo, TDAH, ansiedade ou transtorno bipolar.

Texto produzido pela Redação Pulso Jovem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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