MANAUS — A produção industrial do Amazonas subiu 14,6% em julho, na comparação com junho, informou a Pesquisa Industrial Mensal do IBGE. Foi o maior avanço entre os 15 estados analisados e a alta mais forte da indústria amazonense desde julho de 2020, quando o crescimento chegou a 15,1%.
O resultado veio após uma queda de 12,5% em junho. No país, a indústria avançou 0,2% no mês. Espírito Santo, com 2,0%, e Rio Grande do Sul, com 1,2%, tiveram os resultados seguintes entre as maiores altas.
Resultado no ano
A produção do Amazonas acumulou oscilações ao longo de 2026. Houve altas de 1,7% em janeiro, 1,7% em fevereiro, 2,9% em março e 1,9% em maio. Em abril, o setor caiu 1,6%; em junho, recuou 12,5% antes da recuperação registrada em julho.
Na comparação com julho do ano passado, a indústria amazonense cresceu 2,8%, interrompendo uma sequência de resultados negativos nessa base. De janeiro a julho, porém, o setor acumulou queda de 2,9% frente ao mesmo período de 2025. O Amazonas ficou na 13ª posição entre 17 estados.
No acumulado do ano, os maiores avanços foram registrados no Espírito Santo, com 19,3%, em Pernambuco, com 16,5%, e no Rio de Janeiro, com 6,8%. As maiores quedas foram as do Rio Grande do Norte, de 12,4%, do Maranhão, de 6,2%, e da Bahia, de 4,9%.
Setores
Entre janeiro e julho, quatro setores industriais do Amazonas cresceram: coque, petróleo e biocombustíveis, com 10,1%; borracha e plástico, com 9,4%; outros equipamentos de transporte, com 8,7%; e bebidas, com 3,6%.
Os demais registraram queda. Máquinas e equipamentos tiveram o pior resultado, com -32,3%, seguidos por máquinas e materiais elétricos (-15,3%), produtos diversos (-12,8%), produtos de metal (-11,1%), produtos químicos (-1,2%) e informática, eletrônicos e ópticos (-0,2%).







