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Decisão de Dino manda PF assumir materiais de investigação sobre Dark Horse

Ministro retirou o sigilo do caso e determinou a transferência de celulares, computadores e documentos apreendidos para a Polícia Federal.

Decisão de Dino manda PF assumir materiais de investigação sobre Dark Horse

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal receba celulares, computadores, documentos e dados extraídos de aparelhos de pessoas físicas e jurídicas investigadas no caso do filme Dark Horse. A decisão também retirou o sigilo da apuração, que envolve possíveis desvios de recursos públicos e menções ao PCC.

A Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo deverá entregar à PF o material bruto obtido nos celulares. Dino atribuiu ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, a adoção das medidas necessárias com as autoridades estaduais para o cumprimento imediato da ordem.

O que está sob investigação

A apuração analisa se dinheiro do Banco Master foi usado para financiar Dark Horse, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Dois procedimentos investigam a possível aplicação de recursos públicos na produção.

Um deles trata de um contrato de R$ 108 milhões entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), responsável por instalar pontos de Wifi na periferia da capital. Karina Gama, sócia da GoUp, aparece como representante da entidade. O caso era conduzido pela Polícia Civil de São Paulo e passou a tramitar com Dino desde a última quinta-feira.

O segundo inquérito examina emendas parlamentares enviadas por deputados federais ao ICB. A suspeita é que os valores tenham chegado à GoUp por meio de empresas intermediárias. Na quinta-feira, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão.

Menções no despacho

Na decisão, Dino afirmou que a investigação fortalece a hipótese de uma conexão entre destinação e desvio de recursos públicos, com destaque para emendas federais e para a Prefeitura de São Paulo. O despacho menciona possíveis vínculos com o Primeiro Comando da Capital e cita repetidamente o deputado Mário Frias, roteirista e produtor-executivo do filme.

Para os investigadores, Frias teria papel de liderança na suposta estrutura criminosa. Ele foi alvo de busca e apreensão da PF na última quinta-feira, 10, e nega irregularidades.

Dino também citou a decisão do ministro André Mendonça que levantou o sigilo de outros procedimentos relacionados ao Banco Master, após pedido do presidente do STF, Edson Fachin.

Texto produzido pela Redação Pulso Jovem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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