BELÉM — O padre Cláudio Pighin afirmou que o perdão não apaga o que aconteceu, mas ajuda a recuperar a convivência entre as pessoas. A declaração foi feita durante uma missa celebrada na manhã deste domingo (13), em Belém.
Para o religioso, a prática do perdão está ligada à fraternidade. “Perdoar é resgatar a nossa condição de irmãos e irmãs da nossa fraternidade”, disse. Ele reconheceu que esse caminho é um desafio, mas afirmou que, sem perdoar, não é possível viver como irmãos.
Ação da misericórdia
Cláudio Pighin também declarou que a compreensão sobre Deus passa pela misericórdia e pela compaixão. Na avaliação dele, os ensinamentos religiosos ajudam as pessoas a lidar com as próprias imperfeições e com a vontade de se vingar.
O padre afirmou que a sociedade cultiva a cultura do ódio e da vingança. Como alternativa, defendeu o amor e a valorização da vida. “Precisamos cultivar a prática do amor, da vida, e não da morte”, afirmou.
Ao falar sobre como perdoar pessoas que causaram sofrimento, o religioso disse que é preciso lembrar que todos são perdoados por Deus. Por isso, segundo ele, ninguém deveria se colocar acima dessa orientação ou deixar de perdoar os outros.
Durante a celebração, Pighin ainda afirmou que Deus ajuda a superar as imperfeições e os desejos de vingança. Para ele, seguir esse ensinamento exige colocar a misericórdia em prática, mesmo diante das dificuldades.







