O filme Dark Horse, inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro, tem orçamento previsto de R$ 134 milhões, valor superior ao custo de produção de 15 dos últimos 20 vencedores do Oscar de melhor filme. A estimativa para o longa é de US$ 24 milhões.
Eduardo Bolsonaro afirmou que a quantia é “até barata” para os padrões de Hollywood. A declaração foi dada em entrevista ao programa de Paulo Figueiredo. O ex-deputado também disse que o valor ainda não teria sido totalmente captado.
Entre os filmes vencedores do Oscar com orçamento inferior estão Moonlight: Sob a Luz do Luar (US$ 4 milhões), Nomadland (US$ 5 milhões), Anora (US$ 6 milhões), Parasita (US$ 11,4 milhões) e O Discurso do Rei (US$ 15 milhões).
Também ficaram abaixo da estimativa de Dark Horse produções como Birdman (US$ 18 milhões), A Forma da Água (US$ 19,5 milhões), Spotlight (US$ 20 milhões) e Green Book (US$ 23 milhões). Já Oppenheimer, com US$ 100 milhões, e Os Infiltrados, com US$ 90 milhões, tiveram custos maiores.
Financiamento e equipe
Um áudio atribuído a Flávio Bolsonaro mostra o senador pedindo ao banqueiro Daniel Vorcaro recursos para financiar o filme. Flávio inicialmente negou a existência da gravação, mas depois confirmou que buscou patrocínio privado para a produção.
“Foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”, declarou o senador.
Documentos apontam que Eduardo Bolsonaro assinou contrato como produtor-executivo. Ele classificou o acordo como “provisório e velho” e negou contato com Vorcaro.
O projeto tem direção do americano Cyrus Nowrasteh e Jim Caviezel foi escolhido para interpretar o papel principal. Ao defender o orçamento, Eduardo afirmou: “Você não faz um filme de 50 mil dólares com o Jim Caviezel”.







