Brasil

Delator diz que fez sete transferências para fundo ligado a Dark Horse

Antonio Carlos Freixo Júnior afirmou à PGR que os pagamentos somaram US$ 12,3 milhões e foram feitos a pedido de Daniel Vorcaro.

Dark Horse: Delator confirma 7 pagamentos para fundo de advogado de Eduardo Bolsonaro, diz jornal
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O operador financeiro Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, afirmou em um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) que realizou sete transferências para o fundo Havengate. Os repasses somaram US$ 12,3 milhões, cerca de R$ 69 milhões, e teriam sido feitos a pedido do banqueiro Daniel Vorcaro.

Sediado nos Estados Unidos, o Havengate é administrado pelo advogado de imigração Paulo Calixto, próximo de Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O fundo financiou Dark Horse, filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro, com estreia prevista para depois das eleições deste ano.

Os pagamentos aconteceram entre fevereiro e setembro de 2025. O último deles, de US$ 1,66 milhão, cerca de R$ 9 milhões na época, já havia sido revelado pela revista Piauí. Embora os recursos fossem destinados, em tese, à produção do filme, a Polícia Federal (PF) e a PGR investigam se parte do dinheiro também bancou a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Ele se mudou para o Texas em fevereiro de 2025 e alegou perseguição política no Brasil.

Mineiro também contou aos investigadores que entregou dinheiro vivo, inclusive em malas, a pessoas indicadas por Vorcaro. O operador disse não saber qual era a finalidade desses repasses.

Nesta terça-feira (8), às 14h, a defesa de Mineiro vai ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A reunião vai analisar se a colaboração foi voluntária, regular e legal, antes da decisão sobre a homologação do acordo.

Gastos da produção

Uma perícia privada contratada pela Go Up Entertainment estimou o custo de Dark Horse em US$ 13,39 milhões, equivalentes a R$ 75,18 milhões. O documento aponta que 72% das despesas ocorreram nos Estados Unidos e 28% no Brasil. Das cinco etapas do projeto, apenas as filmagens foram feitas no país.

A análise registrou US$ 2,69 milhões na chamada soft production, US$ 2,66 milhões na pré-produção, US$ 1,97 milhão na produção, US$ 1,96 milhão na pós-produção e US$ 383,2 mil no desenvolvimento.

No mês passado, a PF pediu à Go Up esclarecimentos sobre aspectos financeiros, contratuais e operacionais do filme. A produtora enviou a resposta na última sexta-feira (4).

Texto produzido pela Redação Pulso Jovem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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