MANAUS — A Âmbar Energia afirma que os cabos instalados na rede elétrica da cidade seguem normas técnicas brasileiras e são escolhidos conforme a carga de cada trecho. A empresa diz que o trabalho não troca cobre por alumínio: os cabos convencionais já são de alumínio, enquanto a mudança atual utiliza modelos concêntricos, também de alumínio, com revestimento externo.
A substituição dos ramais de entrada dos consumidores ocorre desde 2023. Em 2026, cerca de 46 mil ramais foram trocados, segundo a concessionária. A iniciativa faz parte da modernização da rede e, de acordo com a empresa, busca melhorar a continuidade do fornecimento.
César Takao, gerente do Departamento de Serviços Comerciais e Medição da Âmbar, afirmou que a alteração pode reduzir interrupções provocadas pela queda de objetos, como galhos de árvores em dias de vento. Ele também citou a diminuição de ligações irregulares, feitas sem que o consumo passe pelo medidor.
Durante os serviços, pode haver desligamento temporário e programado. A empresa diz que os consumidores recebem aviso antecipado.
Capacidade dos cabos
A Âmbar informou que os materiais atendem às normas NBR 15716 e NBR NM 280. O condutor é composto por fios de alumínio com isolação em XLPE e tem temperatura de operação de até 90 °C.
Conforme informações dos fornecedores, os cabos são certificados para funcionar continuamente a 90 °C. Em sobrecargas, suportam 130 °C; em curtos-circuitos, chegam a 250 °C. A empresa também declarou que os fabricantes realizam ensaios de qualidade.
Procedimento do MPAM
O Ministério Público do Amazonas informou ter aberto um procedimento para investigar questões relacionadas à rede elétrica, além de ocorrências e reclamações de consumidores.
A Âmbar disse que a demanda do sistema elétrico do Amazonas cresceu 18% em comparação com o ano anterior. Mesmo assim, segundo a concessionária, as interrupções causadas por curto-circuito ou incêndio permaneceram estáveis no período. A empresa acrescentou que assumiu a distribuição de energia elétrica no Amazonas há cinco meses.
A concessionária também destaca características do alumínio, como o peso cerca de três vezes menor que o do cobre. Em redes aéreas, podem ser usados cabos de liga de alumínio com núcleo de aço, conhecidos como CAA, para aumentar a resistência à tração. O material ainda tem custo inferior ao cobre, segundo a empresa, e pode receber coberturas poliméricas produzidas sob padrões como ABNT NBR 11873 e NBR 6251.







