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Árvore no Campus Guamá eterniza contribuição de Zélia Amador de Deus

Plantio de baobá na UFPA homenageou a professora emérita e sua atuação contra o racismo e pela inclusão no ensino superior.

Árvore no Campus Guamá eterniza contribuição de Zélia Amador de Deus

A UFPA plantou um baobá para manter viva a trajetória de Zélia Amador de Deus no cotidiano da universidade. A cerimônia aconteceu em 18 de agosto deste ano, no Campus Guamá, semanas antes da morte da professora, na terça-feira (8).

O reitor Gilmar Pereira da Silva afirmou que a árvore poderá apresentar a história de Zélia às próximas gerações de estudantes. Para ele, a atuação da professora foi importante para que estudantes negros, indígenas, quilombolas e outros grupos pudessem estudar, produzir conhecimento e transformar a realidade dentro da instituição.

“Que cada pessoa que vier estudar nesta universidade e passar por este baobá possa conhecer quem é a professora Zélia”, disse Gilmar Pereira da Silva.

Uma trajetória ligada à UFPA

Professora, pesquisadora, artista e ativista, Zélia Amador de Deus construiu grande parte de sua trajetória acadêmica e política em ligação com a Universidade Federal do Pará. Ao longo de quase cinco décadas, participou do enfrentamento ao racismo, do debate sobre desigualdades e da defesa de políticas para ampliar o acesso e a permanência de grupos historicamente excluídos do ensino superior.

Sua contribuição também passou pela formação de estudantes, pela produção de conhecimento, pela gestão universitária e pela construção de ações de inclusão e equidade. A professora se tornou referência para diferentes gerações dentro e fora da universidade.

O significado do baobá

A escolha da árvore se relaciona a símbolos associados a diferentes povos africanos: ancestralidade, resistência, memória e transmissão de saberes entre gerações. Durante a homenagem, Zélia falou sobre a conexão entre o baobá e sua própria história.

“Esse baobá representa muito para mim, porque fala de ancestralidade, de memória e daqueles que vieram antes de nós”, afirmou.

Na cerimônia, o reitor também destacou a capacidade de Zélia de reunir pessoas em torno da construção de uma universidade mais plural e inclusiva. Para a UFPA, o plantio transforma a paisagem do campus e registra a presença de um legado ligado à igualdade racial.

Texto produzido pela Redação Pulso Jovem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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