BELÉM — Amigos e pessoas próximas lembraram a trajetória de Zélia Amador de Deus durante o velório da professora, realizado nesta quarta-feira (9), no Teatro Waldemar Henrique. Os relatos destacaram sua atuação acadêmica, social e pessoal, além da dedicação à luta por direitos.
A vice-reitora da Universidade Federal do Pará (UFPA), Loiane Prado, afirmou que o legado de Zélia alcança a universidade e a sociedade. Ela lembrou a atuação da professora como intelectual, pesquisadora, artista e gestora, além de sua participação na criação de políticas de inclusão e diversidade.
Loiane também citou o envolvimento de Zélia na implementação da Lei de Cotas e na construção de iniciativas relacionadas aos direitos humanos, à democracia e à pauta antirracista. A professora ocupou a Superintendência de Diversidade e Inclusão da UFPA e continuou participando das discussões sobre o tema.
“É um legado extraordinário em muitas perspectivas”, afirmou Loiane. A vice-reitora também contou que as duas nasceram no mesmo dia e brincavam que eram irmãs de aniversário.
Relação com a vizinhança
Amiga e vizinha de Zélia, Léa Monteiro Castro relatou que as famílias mantiveram uma convivência próxima desde a infância. Segundo ela, as casas ficavam lado a lado, e os familiares da professora eram tratados como parte da própria família.
Léa lembrou a origem humilde de Zélia e o caminho percorrido por ela até o reconhecimento acadêmico e social. “Nós nos criamos juntas. Éramos vizinhas, uma casa do lado da outra”, disse.
A amiga também destacou que Zélia estudou no Instituto de Educação do Pará (IEP), onde se formou como professora, antes de seguir a carreira acadêmica que a levou à UFPA.
Para Léa, a proximidade entre as famílias criou um vínculo familiar, mesmo sem parentesco de sangue. Durante o velório, ela descreveu a perda como uma dor imensa e recordou a dedicação de Zélia ao longo da vida.







