INDONÉSIA — Aos 18 anos, Ardi Rizal vive uma rotina diferente daquela registrada nas imagens que o tornaram conhecido mundialmente. Depois de passar por tratamento, ele abandonou o cigarro, voltou a estudar e passou a participar de projetos comunitários.
A história de Ardi começou na aldeia de Teluk Kemang, no sul de Sumatra. Em 2010, quando tinha apenas dois anos, o menino chegou a consumir cerca de 40 cigarros por dia. O primeiro teria sido oferecido pelo pai quando Ardi tinha cerca de 18 meses.
A interrupção do consumo provocava crises de raiva e comportamentos agressivos. Com a repercussão do caso, as autoridades da Indonésia foram envolvidas, e a família buscou ajuda especializada para que a criança conseguisse parar de fumar.
Uma nova dificuldade
Durante a reabilitação, Ardi passou a enfrentar compulsão alimentar. A comida se tornou uma forma de compensar a ansiedade causada pela interrupção do cigarro.
Aos cinco anos, ele pesava 24 quilos e apresentava excesso de peso para a idade. Também chegava a consumir grandes quantidades de comida em uma única refeição.
Com acompanhamento de especialistas, o jovem mudou a alimentação e a rotina. Anos depois, adotou uma dieta com peixes, frutas e verduras e retomou os estudos.
Experiência compartilhada
Mais de 15 anos depois das imagens que viralizaram, Ardi segue longe do cigarro, conforme informações divulgadas nos últimos anos. Ele também passou a falar sobre a própria experiência em entrevistas e conversas com outros jovens, alertando para os riscos da dependência.
O caso chamou atenção para o tabagismo infantil na Indonésia e para a exposição de crianças ao cigarro. A história também repercutiu no Brasil: em 2019, Ardi participou de um programa de televisão durante uma passagem pelo país.








