Priscila Senna começou a carreira no brega antes mesmo de imaginar que chegaria a grandes festivais. Ainda de menor, atuava como backing vocal de uma banda em que seu tio era bailarino. Para chegar ao estúdio, muitas vezes ia de bicicleta ou fazia o caminho a pé.
A cantora afirma que o brega sempre esteve presente em sua casa, nas ruas onde cresceu e na forma como o povo pernambucano transformava sentimentos em música. No início, ouviu que o gênero não sairia de Pernambuco e não alcançaria grandes emissoras, festivais ou palcos importantes do país. Para as mulheres, segundo ela, havia ainda a desconfiança de que não seria possível construir uma carreira sólida cantando brega.
Mesmo assim, Priscila continuou cantando sobre amor, saudade, reencontros e despedidas. Para ela, essas histórias pertencem a todo mundo e ajudaram o brega a atravessar fronteiras.
Hoje, a cantora diz que o brega ocupa o espaço que sempre mereceu. O brega funk conquistou o Brasil, influencia a música e aparece nas redes sociais. Já o brega romântico segue emocionando pessoas de todas as idades. Priscila também afirma que suas músicas permaneceram nas paradas de sucesso por anos porque nasceram da verdade.
A artista está próxima de alcançar um bilhão de visualizações no YouTube e diz ser reconhecida como a artista de brega mais ouvida do país. Ela considera esse reconhecimento uma representação da força de todo o movimento.
Priscila também se tornou a primeira cantora de brega a subir ao palco do Rock in Rio. No festival, dividiu o palco com Anitta, Gusttavo Lima, Pablo, Liniker, Joelma, Ivete, Maiara & Maraisa, Simone Mendes e outros artistas. Também participou de programas da televisão brasileira e levou o nome do gênero a espaços onde diziam que ele não chegaria.
Para a cantora, o brega venceu por resistir ao preconceito sem perder a essência, atravessar gerações, conquistar o Brasil e abrir portas para novos artistas. A vitória, segundo ela, também mostra que a cultura pernambucana pode estar em qualquer palco do mundo.







