A guitarra voltou a aparecer com força nas escolas de música, especialmente entre as meninas, na avaliação de Frejat. Para o vocalista e guitarrista do Barão Vermelho, esse movimento mostra que o rock ainda pode se renovar, mesmo depois de perder espaço como música de massa.
A declaração foi dada nos bastidores do Rock in Rio 2026, no mesmo dia em que o Barão Vermelho retornou ao Palco Mundo. Frejat afirmou que o gênero deixou de ser a primeira escolha musical de parte do público jovem e passou a ter menos presença nos grandes meios de comunicação, enquanto o rap ganhou alcance.
“quando você vai nas escolas de música, está todo mundo aprendendo a tocar guitarra, as meninas principalmente”, disse Frejat.
Rock como linguagem
Na análise do músico, o rap ocupa hoje parte do espaço de rebeldia associado aos roqueiros dos anos 1960 e 70. Ele também avaliou que o rock deixou de organizar a estética de seus artistas e passou a funcionar principalmente como uma linguagem musical.
Frejat disse ainda que o gênero não conta atualmente com o mesmo apoio da mídia. Como os meios de comunicação dependem de alcance e volume, o rock teria perdido espaço por não ocupar mais esse lugar de grande alcance.
Retorno ao palco
O Barão Vermelho abriu a programação do palco principal no último domingo (6), reunindo Frejat, Guto Goffi, Maurício Barros e Dé Palmeira, integrantes da formação original, além do guitarrista Fernando Magalhães. O show marcou o reencontro dessa formação no festival, 41 anos depois da primeira participação da banda no Rock in Rio.
O repertório teve “Maior Abandonado”, “Bete Balanço” e “Pro Dia Nascer Feliz”. A apresentação também incluiu “Todo Amor Que Houver Nessa Vida”, acompanhada por imagens de Cazuza no telão, em um dueto virtual com Frejat.







