Brasil

Uso de telas e chatbots acompanha queda no aprendizado, aponta Pisa

Avaliação da OCDE mostra piora em leitura, matemática e ciências, além de associar distração digital a notas mais baixas.

Uso de telas e chatbots acompanha queda no aprendizado, aponta Pisa

Quase metade dos adolescentes usa chatbots de inteligência artificial regularmente para aprender, mas os estudantes que recorrem a essas ferramentas para redigir redações, resumir textos e pesquisar temas tiveram, em geral, notas cerca de 20 pontos mais baixas em ciências. A diferença equivale a um ano de aprendizado, segundo o Pisa de 2025.

A avaliação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reuniu 760 mil jovens de 15 anos em 91 países. Os resultados mostram que leitura, matemática e ciências chegaram aos níveis mais baixos desde o início da coleta de dados, em 2000.

Telas no cotidiano escolar

Nos países-membros da OCDE, os alunos disseram passar, em média, 3,4 horas por dia útil em dispositivos digitais para lazer. Eles relataram ainda mais três horas por dia útil usando aparelhos na sala de aula e em casa para estudar.

O relatório não recomendou a proibição de smartphones nas escolas. A distração digital, porém, apareceu associada a notas menores em ciências em 59 dos 82 sistemas educacionais analisados. Mais de um em cada quatro estudantes afirmaram que os dispositivos distraem os colegas durante as aulas da disciplina.

Para Mathias Cormann, secretário-geral da OCDE, o uso de telas e a redução da leitura por prazer caminham junto com resultados mais fracos. “Se usados por mais de cinco horas por dia, os resultados começam a cair”, afirmou.

Desempenho em queda

A pontuação de leitura, que havia chegado a 501 em 2012, caiu para 466 no ano passado. Na média, os adolescentes apresentaram um nível equivalente ao que antes era esperado de alunos um ano mais novos. A redução foi mais acentuada entre estudantes de origens mais abastadas.

Em ciências, a nota passou de 506, pico registrado em 2009, para 486. Em matemática, caiu de 502 para 469 no mesmo período.

O Leste Asiático teve o melhor desempenho. As cidades chinesas participantes, além de Japão, Coreia, Singapura e Taiwan, ficaram entre os sistemas educacionais com melhores resultados. Reino Unido e Estônia foram os únicos países fora da região entre os dez primeiros nas três áreas avaliadas.

Texto produzido pela Redação Pulso Jovem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.

Mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5