SÃO PAULO — Cristais podem ser associados a intenções como proteção, amor, prosperidade, equilíbrio e bem-estar em tradições espirituais e esotéricas. Os rituais variam conforme a prática e o objetivo de quem usa a pedra, mas não há comprovação científica de que minerais tenham poderes sobrenaturais ou mudem o campo energético de uma pessoa.
Antes de escolher um método, é importante conferir as características do cristal. A água com sal grosso é usada por algumas tradições para limpar as pedras, mas pode danificar minerais como selenita e malaquita. Outra alternativa é passar ao redor do cristal a fumaça de ervas como arruda, alecrim e sálvia.
Formas de energização
A luz solar é relacionada, nessas práticas, a vitalidade, ação, coragem e disposição. O cristal pode ficar sob o Sol da manhã por pouco tempo. Minerais que reagem à luz não devem ser expostos por períodos longos: a ametista, por exemplo, pode perder a cor.
A Lua é ligada à intuição, ao equilíbrio emocional e à espiritualidade. O ritual consiste em deixar a pedra durante a noite em um ponto que receba a luz lunar. Para algumas tradições, a Lua Cheia tem significado especial.
Também é possível deixar o cristal em contato com a terra, dentro de um vaso ou no jardim, por cerca de 24 horas. Antes disso, é necessário verificar se o mineral suporta a umidade e o contato com o solo.
Como definir uma intenção
Depois da limpeza e da energização, algumas práticas propõem segurar a pedra, fechar os olhos e respirar profundamente. A pessoa então mentaliza o objetivo que quer associar ao amuleto, como proteção, amor ou prosperidade.
Outra possibilidade é repetir uma frase em voz alta ou mentalmente, como: “Eu programo este cristal para proteção”. A programação é usada como um exercício simbólico de concentração e definição de intenções. Não há evidências científicas de que ela altere as propriedades do cristal ou cause efeitos sobrenaturais.
Thaline Silva, estagiária de jornalismo, sob supervisão








