Brasil

Programa de intercâmbio de SP alcança 1.000 alunos por ano

Prontos pro Mundo atende uma parcela pequena da rede estadual, que tem cerca de 1,3 milhão de estudantes no Ensino Médio.

Tarcísio tenta humanizar imagem em conversa com jovens, mas programas têm alcance restrito

A campanha pela reeleição do governador Tarcísio de Freitas aposta em conversas com jovens e na divulgação de programas educacionais. Um dos principais exemplos é o Prontos pro Mundo, iniciativa que oferece capacitação em inglês e intercâmbio internacional para estudantes do Ensino Médio da rede pública paulista.

A rede estadual tem cerca de 1,3 milhão de alunos nessa etapa. O programa atende aproximadamente 70 mil estudantes por ciclo na formação on-line, mas seleciona 1.000 alunos por ano para viajar ao exterior, de acordo com uma fonte da oposição. As bolsas correspondem a cerca de 0,1% dos estudantes do Ensino Médio. Considerando também a capacitação on-line, o alcance fica abaixo de 7%.

Os intercâmbios incluem destinos como Reino Unido, Canadá, Nova Zelândia, Austrália e Irlanda. O governo paulista informa que o investimento na iniciativa é de cerca de R$ 85 milhões, usados em passagens, vistos, hospedagem e auxílios para os alunos no exterior.

Seleção e critérios

A participação não é universal. Para concorrer, os estudantes precisam cumprir requisitos de frequência, engajamento e desempenho em avaliações como o Saresp e o Provão Paulista. Também é necessário comprovar proficiência no curso de idiomas.

A seleção pode criar barreiras para alunos que trabalham, enfrentam dificuldades familiares ou têm acesso limitado à internet e a equipamentos. O debate envolve o alcance da política: enquanto os selecionados têm uma experiência internacional, a maior parte dos estudantes da rede não participa do intercâmbio.

A campanha de Tarcísio usa a presença em rodas de conversa com jovens para apresentar uma imagem mais próxima desse público. A divulgação do programa, porém, destaca os estudantes que viajaram sem deixar de lado a diferença entre o número de beneficiados e o total de alunos da rede.

O questionamento central é se o investimento de R$ 85 milhões deve se concentrar em experiências internacionais para poucos estudantes ou em ações capazes de atingir uma parcela maior da rede pública. Cada intercambista permanece três meses estudando fora, mas o programa não amplia diretamente o ensino de inglês para os demais alunos nem altera, por si só, as condições de aprendizagem nas escolas.

Texto produzido pela Redação Pulso Jovem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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