A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (Noaa), dos Estados Unidos, estima em 75% a probabilidade de um El Niño histórico entre outubro e dezembro de 2026. A agência afirma que o evento poderia superar a intensidade dos fenômenos registrados desde 1950.
A análise divulgada nesta quinta-feira (10) também aponta 97% de chance de o fenômeno atingir um nível muito forte a partir do início da primavera, no final de setembro. Na previsão anterior, publicada no mês passado, essa possibilidade era de 93%.
A Noaa calcula ainda em 93% a probabilidade de a temperatura do oceano Pacífico equatorial permanecer em um patamar muito alto até janeiro. Essa condição é associada ao chamado “Super El Niño”. Em comunicado, a agência declarou: “O El Niño continuará se intensificando até o fim do ano”.
Como o fenômeno é classificado
O El Niño começou em junho e ocorre quando as águas do Pacífico, na região da linha do Equador próxima à costa do Peru, ficam mais quentes do que a média. A La Niña tem comportamento oposto, com temperaturas abaixo do normal nessa área.
O aquecimento é considerado fraco quando a variação fica entre 0,5°C e 1°C. A classificação é moderada entre 1°C e 1,5°C, forte entre 1,5°C e 2°C e muito forte acima de 2°C.
A agência ressalta que um evento dessa magnitude eleva a probabilidade de impactos associados ao El Niño, mas não garante que eles vão ocorrer nem que serão mais graves do que o normal.
Entre os efeitos já registrados estão a seca extrema na Indonésia, que favorece incêndios florestais, e fortes chuvas no Rio Grande do Sul no final de julho. No vale do Taquari, milhares de pessoas foram deslocadas. O canal do Panamá também reduziu o fluxo de navios após a queda no nível dos lagos artificiais de Gatun e Alhajuela, abastecidos por água da chuva.
Em setembro, o oceano Pacífico registrou ainda um trio raro de furacões: Marie, Karina e Lowell.







