Brasil

Contas de São Paulo passam de superávit a déficit no mandato de Tarcísio

Média anual saiu de superávit de R$ 5,6 bilhões entre 2019 e 2022 para déficit de R$ 1,8 bilhão de 2023 a 2025.

Dados indicam piora gradativa nas contas de SP sob Tarcísio - Associação Comercial e Industrial de Araçatuba

As contas do estado de São Paulo passaram de uma média anual de superávit para déficit durante o mandato de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Entre 2023 e 2025, o resultado orçamentário médio foi negativo em R$ 1,8 bilhão por ano. No período anterior, de 2019 a 2022, a média foi de superávit de R$ 5,6 bilhões anuais.

Em 2022, último ano da gestão de Rodrigo Garcia, o estado registrou superávit orçamentário de R$ 9 bilhões — o equivalente a R$ 11,1 bilhões em valores atuais. A comparação indica uma mudança na trajetória das finanças paulistas.

Especialistas e governo divergem

Especialistas relacionam a piora ao aumento das renúncias fiscais e à falta de contenção de algumas despesas, incluindo gastos previdenciários. As renúncias são incentivos que reduzem a arrecadação de tributos. Já as despesas previdenciárias pressionam o orçamento em razão do envelhecimento da população e das regras de aposentadoria.

O secretário da Fazenda, Samuel Kinoshita, rejeita a avaliação de deterioração. Ele não contestou os números do resultado orçamentário, mas afirmou que o resultado primário, que continua positivo, é o indicador mais adequado para avaliar as contas públicas.

“Os dados mostram um cenário bom, benigno, e que deve melhorar”, disse Kinoshita. O secretário também afirmou estar animado com São Paulo, mas não apresentou projeções específicas para os próximos anos.

A diferença entre as leituras está nos indicadores usados. O resultado primário considera receitas e despesas sem incluir os custos financeiros com juros. Já o resultado orçamentário calcula as receitas realizadas e as despesas, inclusive as empenhadas — compromissos assumidos pelo poder público e reservados no orçamento, mesmo quando ainda não foram pagos.

Tarcísio tentará a reeleição neste ano e lidera, com 45% das intenções de voto, conforme o último Datafolha. A situação fiscal do estado é apontada como relevante para empresários, comerciantes e profissionais da região noroeste paulista, que dependem de investimentos públicos em infraestrutura, segurança e educação.

Texto produzido pela Redação Pulso Jovem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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