Música

Mestrinho retorna ao Rock in Rio com sanfona além do forró

Artista sergipano se apresenta no palco Global Village em 12 de setembro de 2026, após vencer o Grammy Latino com Dominguinho.

Mestrinho retorna ao Rock in Rio com sanfona além do forró

Mestrinho volta ao Rock in Rio em 12 de setembro de 2026, sábado, no palco Global Village. A apresentação acontece dois anos depois de o artista se tornar o primeiro sanfoneiro a fazer um show completo no festival.

Nascido no sertão de Itabaiana, em Sergipe, o músico começou a tocar sanfona aos 6 anos, influenciado pelo avô Manezinho do Carira e pelo pai, Erivaldo. Aos 12, já fazia shows pela região. Em 2025, venceu o Grammy Latino com Dominguinho, projeto gravado com João Gomes e Jota.pê que reuniu 50 mil pessoas no Allianz Parque.

A sanfona de Mestrinho não fica presa ao forró. O artista também busca referências no R&B, no pop e no jazz, citando músicos como Chick Corea, Herbie Hancock e John Coltrane. Em 2019, lançou Grito de Amor. Durante a pandemia, concebeu, gravou e mixou sozinho, no próprio quarto, o álbum Solitude, de 2021, feito apenas com voz e sanfona.

Encontros com Gil, Stevie Wonder e Quincy Jones

A relação com Gilberto Gil começou em 2014, quando o baiano participou da faixa Superar, do álbum Opinião. Mestrinho também integrou a turnê Refavela 40, em 2018, e voltou a viajar com Gil na turnê de despedida do cantor, em 2025.

Em um aniversário de Gil, Mestrinho viu Stevie Wonder participar de uma chamada de vídeo para parabenizar o músico. Em outra ocasião, depois de um show em Los Angeles, descobriu que Quincy Jones estava na plateia. O produtor o convidou para jantar em sua casa, onde autografou os discos do sanfoneiro e mostrou uma de suas estatuetas do Oscar.

“Eu vi o Gil em chamada de vídeo com o Stevie Wonder. Segurei o Oscar do Quincy Jones, jantei na casa dele… Quando eu vejo essas coisas, entendo que não é impossível”, contou Mestrinho.

No retorno ao Rock in Rio, o músico divide a programação do Global Village com Hamilton de Holanda, parceiro em um álbum, e Badi Assad. A apresentação também segue o plano do artista de levar a música nordestina para outros países.

Dominguinhos continua como principal referência de Mestrinho. O sanfoneiro quer ampliar o caminho aberto pelo mestre, além de se inspirar em Sivuca e Tom Jobim. Entre os planos estão morar fora, gravar discos e fazer colaborações internacionais.

“Tudo o que o mestre Dominguinhos começou, eu quero continuar”, afirmou.

Texto produzido pela Redação Pulso Jovem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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