Karol Conká voltou ao Batuk Freak, seu álbum de estreia, em uma turnê que resgata o disco lançado há mais de 13 anos. Para a rapper, cantar o trabalho na íntegra é uma forma de reencontrar uma fase importante da carreira sem tentar repetir o passado.
O álbum nasceu das referências e experiências acumuladas por Karol desde cedo. A união entre a identidade da artista e a produção de NAVE deu forma a um projeto criado sem seguir fórmulas, marcado pela autenticidade.
Durante os anos seguintes, os fãs passaram a pedir o retorno daquela era. A resposta veio com a turnê Especial Batuk Freak, que leva as músicas do disco novamente aos palcos.
Nos shows, Karol diz observar pessoas que conheceram o álbum na adolescência cantando todas as faixas e revivendo lembranças. Essa reação fez a artista pensar sobre o alcance que uma música pode ter na vida de quem a escuta.
A rapper afirma que sempre buscou criar obras capazes de atravessar o tempo. Para ela, uma canção não deve ser tratada como algo descartável, mas como uma experiência que pode continuar despertando sentimentos e memórias por décadas.
Revisitar o Batuk Freak, porém, não significa permanecer presa ao que já foi feito. Karol explica que amadureceu, reuniu novas referências e passou a refletir, no trabalho atual, a mulher e a artista que se tornou.
A essência da entrega continua sendo o principal critério para os próximos passos. Na visão da rapper, quando uma obra é verdadeira, o tempo não apaga seu impacto — ele ajuda a consolidá-lo.







