CAMPINAS — Leandro Serizo lançou SOL QUIMÉRICO, álbum conceitual que usa um futuro distópico para abordar guerras, destruição ambiental, robotização e os desafios de artistas independentes. O disco já está disponível nas plataformas digitais, com distribuição do selo Vinte7 Records.
A narrativa se passa no ano de 2222, sob o domínio do império alienígena Ciborgue Tyrannus. No centro desse universo está MΣGΛPΘLIS, uma metrópole atravessada continuamente por uma música robótica. Fora dela fica o Abutre Estrelar, onde vivem os Abutrons, quimeras criadas em experimentos genéticos e rejeitadas como aberrações.
No exílio, os Abutrons desenvolvem seus próprios ritos, mitos e uma espiritualidade ligada ao culto ao Sol Quimérico. As músicas funcionam como capítulos e apresentam os acontecimentos em ordem cronológica, conectando a experiência sonora à história desse mundo ficcional.
Mistura de referências
Ao longo de 13 faixas, o trabalho cruza Rock Progressivo e Metal, além de aproximar MPB, R&B, tradições afro-latinas e sons do Mediterrâneo oriental. Entre as referências citadas por Leandro estão o pianista armênio de Jazz Tigran Hamasyan, System Of A Down, Chico Buarque e Dead Can Dance.
Cada faixa também ganhou um universo visual próprio, desenvolvido em fotografias e vídeos. Para Leandro, a ficção científica, a mitologia e a psicodelia servem como espelhos para discutir o presente, sem deixar de lado temas como amor, espiritualidade, resistência e o poder transformador da arte.
O álbum foi gravado entre agosto de 2025 e maio de 2026, em Campinas, no interior de São Paulo, e editado inteiramente pelo artista. Quico Dramma e Granadeiro Guimarães assinam a produção e a mixagem. Otávio Vassão ficou responsável pela masterização.







