A apresentação de Luísa Sonza na abertura do Palco Mundo do Rock in Rio 2026 gerou críticas pelo foco no pop dançante, enquanto parte da imprensa esperava um show mais voltado à bossa nova. A cantora incluiu o gênero em um bloco específico, com participação de Roberto Menescal.
Falhas no som durante músicas mais pesadas, como “Motinha 2.0”, também foram apontadas. Em resposta, o diretor criativo Flávio Verne defendeu o conceito do espetáculo e questionou a forma como o trabalho foi avaliado.
Defesa do espetáculo
Em uma publicação nas redes sociais, Verne afirmou que o show cumpriu o que havia sido planejado e citou elementos como repertório, cenário, figurinos, banda, voz, presença, balé, iluminação e transmissão. “Ela deu uma aula”, escreveu o diretor ao comentar o desempenho de Luísa.
Verne também acusou veículos de comunicação de buscar engajamento ao criticar uma cantora pop. Para ele, faltou pesquisa sobre a estrutura e o repertório apresentados no festival. O diretor ainda relacionou as críticas à resistência contra mulheres que controlam a própria carreira, expressam opiniões e exploram a sexualidade ou os relacionamentos.
Encontro com Menescal
O dueto com Roberto Menescal foi um dos momentos destacados da apresentação. Luísa chamou o show de “o show mais importante da minha carreira”. A sequência teve “Chico”, em uma versão que troca o nome do ex-namorado pela palavra “se”; “Um Pouco de Mim”, composta por Luísa e Menescal; “Você”, de Menescal e Ronaldo Bôscoli; e “Samba de Verão”, de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle.
O bloco de bossa nova dialoga com o álbum Bossa Sempre Nova, lançado por Luísa Sonza em janeiro deste ano. O projeto foi gravado com Roberto Menescal e Toquinho.







