A Dennehy abriu uma nova fase da carreira com o lançamento de DÜO, seu segundo álbum. O disco tem 15 faixas e combina elementos de emo dos anos 2010, nu metal dos anos 1990 e 2000, hyperpop, música eletrônica e trap.
Ativa desde 2017, a banda chega ao novo trabalho depois de um intervalo de sete anos desde DENNEHY, álbum homônimo que marcou o início da trajetória fonográfica do grupo. A proposta agora é ampliar a sonoridade já associada à Dennehy sem deixar de lado a identidade construída pela banda.
Criação coletiva
Durante esse período, os quatro integrantes passaram por desafios e amadureceram na música e na forma de compor juntos. Luna, vocalista da Dennehy, afirma que o processo de produção ficou mais intenso e deixou de ser centralizado.
“Todo mundo da banda tem mãos nesse disco, todo mundo ajudou, compôs, deu ideias, é filho de todos nós”, disse Luna. A construção coletiva também aparece na mistura de referências do álbum.
Gus, baterista da banda, resumiu os pilares de DÜO em emo, eletrônico e metalcore. Para ele, os elementos eletrônicos ficaram mais presentes em uma sonoridade ao mesmo tempo mais emo e pesada.
A experimentação também trouxe dificuldades. O baixista Cookie contou que o desafio foi testar novas possibilidades sem perder a fidelidade à proposta desenvolvida pela Dennehy ao longo dos anos. O processo foi longo e, segundo ele, o resultado agradou aos integrantes mais do que qualquer outro lançamento anterior.
Mudanças nos shows
As escolhas do álbum também afetaram a execução ao vivo. Felipe, guitarrista da banda, explicou que algumas músicas exigiram que o grupo repensasse como levar o material aos palcos.
“Em ‘DÜO’ ousamos bem mais”, afirmou. A banda precisou encontrar novas formas de tocar as faixas usando os recursos disponíveis atualmente.







