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Fluidstack chega a avaliação de US$ 18 bilhões com data centers de IA

Startup britânica virou parceira estratégica do Google e da Anthropic na expansão de chips e infraestrutura para inteligência artificial.

Fluidstack chega a avaliação de US$ 18 bilhões com data centers de IA

A Fluidstack, startup de infraestrutura de inteligência artificial fundada no Reino Unido, foi avaliada em mais de US$ 18 bilhões após uma rodada de investimentos de US$ 1,5 bilhão liderada pelo fundo Jane Street. A empresa pretende ampliar rapidamente sua operação de data centers e se tornou uma peça importante nos planos do Google para disputar espaço com a Nvidia.

Fundada em 2017 por Gary Wu e Jamie Cox, a Fluidstack começou alugando GPUs de jogadores para pesquisadores. Durante a pandemia, passou a oferecer blocos inteiros de GPUs a laboratórios e empresas. Depois do lançamento do ChatGPT, começou a gerenciar supercomputadores de IA com milhares de GPUs em data centers de terceiros.

A expansão ganhou força com contratos ligados ao Google e à Anthropic. Em outubro de 2025, a Anthropic fechou um acordo para comprar até 1 milhão de TPUs do Google, que serão usados na próxima geração do Claude. Em novembro, a empresa anunciou que investiria US$ 50 bilhões em data centers desenvolvidos pela Fluidstack.

Expansão da infraestrutura

A Fluidstack já fechou contratos para garantir energia de mineradores de bitcoin como TeraWulf, Cipher Mining e Hut 8. O Google forneceu garantias de bilhões de dólares para esses acordos, que juntos representam pouco menos de 1 gigawatt de energia.

Um memorando compartilhado por um investidor projeta que a startup gerencie até 1,3 gigawatts em mais de 10 locais neste ano. A previsão é que a receita chegue a US$ 660 milhões em 2026, contra US$ 200 milhões no ano passado. Até 2030, a empresa quer administrar locais com mais de 17 gigawatts.

A Fluidstack afirma conseguir construir um data center em apenas três meses. A estratégia inclui unidades modulares que podem ser transportadas em caminhões. Em junho, a companhia assinou o arrendamento de dois edifícios nos arredores de Glendale, no Arizona, somando mais de 93 mil metros quadrados.

A empresa também fechou contratos com Meta, Jane Street e Black Forest Labs. Em vagas de emprego, passou a dizer que pretende garantir 50 gigawatts de energia até 2030.

Disputa pelo mercado de chips

O Google usa TPUs há mais de uma década em sistemas ligados ao YouTube, às buscas e a carros autônomos. A companhia começou oferecendo acesso aos chips pelo Google Cloud e, depois, passou a vendê-los diretamente a outras empresas.

O Morgan Stanley estima que o Google possa faturar US$ 13 bilhões apenas com a venda de chips no próximo ano. A Anthropic, porém, também utiliza hardware da Nvidia, AMD e AWS, além de desenvolver um chip próprio.

A Nvidia não aparece entre os investidores conhecidos da Fluidstack. A empresa de chips financiou concorrentes como CoreWeave, Nebius e Crusoe, que oferecem acesso a seus produtos.

A Fluidstack foi avaliada em US$ 7,5 bilhões em julho, quando anunciou uma rodada de US$ 750 milhões liderada pela Situational Awareness, de Leopold Aschenbrenner. A startup também acumulou mais de US$ 15 bilhões em dívidas para financiar os projetos.

Até dezembro, a sede ficava em Londres. Atualmente, está em Nova York. Os cofundadores Gary Wu, Jamie Cox e César Maklary podem estar entre os bilionários mais jovens da Europa caso a avaliação da empresa se confirme.

Texto produzido pela Redação Pulso Jovem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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