Brasil

Tebet cobra explicações de Derrite sobre denúncias nas polícias de SP

Candidata ao Senado citou apurações do MPSP sobre corrupção e lavagem de dinheiro durante a gestão de Derrite na Segurança Pública.

Derrite deve explicar denúncias de corrupção nas polícias de SP, diz Tebet
Foto: 27/08/2025REUTERS/Henry Romero

Simone Tebet (MDB), candidata ao Senado Federal por São Paulo, cobrou explicações de Guilherme Derrite (PP-SP) sobre denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro nas polícias Militar e Civil do estado. Os casos foram citados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e ocorreram durante o período em que Derrite comandou a Secretaria da Segurança Pública.

Derrite foi secretário da pasta no governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) entre 2023 e 2025. Em entrevista ao jornal O Vale, Tebet afirmou que denúncias apontam envolvimento de agentes de segurança com organizações criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

A candidata classificou a condução da Segurança Pública como a principal fragilidade de Derrite na disputa pelo Senado. Também disse que facções atuam além dos limites dos estados e do país e defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública para coordenar ações nacionais, mantendo a autonomia dos governadores.

Disputa pelo Senado

Na pesquisa Quaest citada no texto, Tebet e Derrite apareceram tecnicamente empatados na corrida pelas duas vagas ao Senado. Derrite, apoiado por Tarcísio, registrou 12% das intenções de voto, mesmo percentual de Marina Silva (Rede). Tebet apareceu com 11%.

A equipe de Derrite negou que a gestão tenha acobertado suspeitas envolvendo policiais. Em nota, afirmou que as corregedorias das polícias foram fortalecidas e mantiveram autonomia para investigar integrantes das corporações, em conjunto com outros órgãos.

A defesa também contestou a relação entre a gestão de Derrite e os fatos atribuídos ao ex-comandante-geral da Polícia Militar José Augusto Coutinho. Segundo a nota, a manifestação do Ministério Público trata de acontecimentos de 2020 e 2021, quando Coutinho comandava a Rota, antes de Derrite assumir a secretaria. O MPSP não teria atribuído ao coronel relação com organização criminosa.

A equipe ainda afirmou que foram ampliadas ações de inteligência financeira e de combate ao crime organizado, além de operações integradas com o Ministério Público e a Polícia Federal. De acordo com a nota, mais de 670 toneladas de drogas foram apreendidas, fluxos financeiros ilícitos de bilhões de reais foram identificados e São Paulo registrou os menores índices históricos de homicídios, latrocínios e roubos.

“Os casos envolvendo suspeitas de corrupção de policiais militares e civis não foram acobertados pela gestão”, afirmou a equipe de Derrite. A nota acrescentou que denúncias contra integrantes das forças de segurança devem ser investigadas independentemente da patente ou função.

Texto produzido pela Redação Pulso Jovem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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