BELÉM — Eventos com segurança privada precisam ser comunicados à Polícia Federal com antecedência mínima de 24 horas, incluindo dados dos vigilantes e uma estimativa de público. No caso da partida realizada no Mangueirão nesta segunda-feira (7), o projeto exigido para grandes eventos não cumpria as regras, segundo a corporação.
O Clube do Paysandu e a empresa de vigilância contratada para o jogo foram autuados pela PF. A fiscalização apontou que o documento foi entregue incompleto e fora do prazo, além de não ter sido aprovado pela própria Polícia Federal.
Também foram encontrados vigilantes sem o curso de extensão necessário para trabalhar em eventos sociais. Uma equipe da corporação esteve no estádio antes da partida para verificar as condições da segurança.
A PF informou que novas autuações podem ocorrer caso outras irregularidades sejam identificadas. No domingo (6), o Clube do Remo e outra empresa de segurança também foram autuados por problemas semelhantes em um jogo no Mangueirão. As companhias contratadas pelos dois clubes são diferentes.
O que as regras exigem
Para eventos sociais com público superior a mil pessoas, é obrigatório apresentar um projeto assinado por um gestor de segurança privada. O documento precisa incluir, entre outros pontos, uma análise de risco e um plano de contingência.
Profissionais de apoio e orientadores podem trabalhar nesses eventos, mas não estão autorizados a desempenhar funções exclusivas de vigilantes, como fazer revista pessoal.
A Polícia Federal controla e fiscaliza empresas e profissionais do setor de segurança privada. Desde a entrada em vigor do novo Estatuto da Segurança Privada, em setembro de 2024, a PF no Pará realiza reuniões, eventos, visitas técnicas e ações de orientação com clubes de futebol, órgãos de segurança e outros envolvidos em grandes eventos.







