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Operação Make Up mira empresas ligadas à produção de Dark Horse

PF investiga transferências do Instituto Conhecer Brasil a empresas relacionadas ao filme sobre Jair Bolsonaro.

Operação Make Up mira empresas ligadas à produção de Dark Horse
Foto: YouTube/Reprodução

A Polícia Federal investiga transferências do Instituto Conhecer Brasil (ICB) a empresas relacionadas ao filme Dark Horse, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A apuração faz parte da operação “Make Up”, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, contra supostos desvios de emendas parlamentares.

Entre os alvos de busca e apreensão estão a produtora GoUp Entertainment, a Go7 Assessoria Produção e Marketing Cultural e Karina Gama, representante das empresas. O deputado federal Mário Frias também está entre os investigados. As defesas de Karina e Frias não haviam respondido aos pedidos de posicionamento, e o espaço permanecia aberto.

Transferências sob análise

Relatórios de inteligência financeira obtidos pela PF apontam que a Go7 recebeu pelo menos R$ 1 milhão do ICB em uma única transferência. A operação ocorreu em algum momento entre 1º de dezembro de 2025 e 2 de fevereiro de 2026, mas a data exata não foi informada.

A empresa foi criada por Karina Gama em 2005. Embora não apareça oficialmente como produtora de Dark Horse no registro da Ancine, a Go7 é apresentada em um folder do filme como integrante da joint venture que formou a GoUp Entertainment, ao lado da americana Uptone Picture.

A investigação também cita R$ 2 milhões em emendas enviadas por Mário Frias ao ICB. A organização ainda firmou um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo para instalar e manter pontos de Wi-fi na periferia da capital.

Movimentação da produtora

A decisão de Flávio Dino menciona outros repasses ligados ao caso. O ICB enviou R$ 700 mil à Dinâmica Editora e ao Instituto Super Poder Educacional. Depois, a NTT Brasil, ligada ao mesmo grupo empresarial, transferiu R$ 750 mil à GoUp Entertainment.

A PF afirma que ainda não há comprovação de que os valores públicos recebidos pelo ICB tenham chegado diretamente à produtora. Para os investigadores, porém, a proximidade entre as operações financeiras é relevante.

Entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025, a GoUp movimentou R$ 19.033.071,00. Nesse período, recebeu recursos da NTT Brasil e de Mário Frias, que teria enviado R$ 645,4 mil. As filmagens da cinebiografia aconteceram entre outubro e dezembro de 2025.

A Go7 já foi registrada na Ancine e, segundo Karina Gama, serviu para protocolar um projeto de documentário chamado “Atletas de Cristo”, que não foi produzido.

Texto produzido pela Redação Pulso Jovem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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