SÃO PAULO — A distância entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) caiu para um ponto porcentual em setembro, segundo a pesquisa Indexa/Broadcast. Em uma simulação de segundo turno, o presidente aparece com 43% das intenções de voto, enquanto o senador tem 42%. O resultado é considerado empate técnico.
Na rodada anterior, realizada em agosto, Lula tinha 46% e Flávio, 41%. O levantamento indica que esta é a menor diferença entre os dois desde o início da série, em maio. Na primeira medição, Lula somava 46%, contra 41% de Flávio. A vantagem foi de seis pontos em junho e chegou a sete em julho.
Outros cenários
Lula também lidera numericamente as outras quatro simulações. Contra Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador, o presidente marca 43%, ante 39% do adversário. Em agosto, os números eram 44% e 38%.
No cenário com Augusto Cury (Avante), Lula aparece com 41%, e o escritor tem 39%. Os intervalos da pesquisa apontam empate técnico nos confrontos com Caiado e Cury. Contra Romeu Zema (Novo), ex-governador, Lula registra 45%, enquanto o adversário soma 34%. Os índices são iguais aos da rodada anterior. Diante de Renan Santos (Missão), influenciador, o presidente tem 45%, contra 35%.
Diferenças por perfil
Entre as mulheres, Lula alcança 46%, e Flávio, 39%. Entre os homens, o senador aparece com 46%, enquanto o presidente registra 39%.
No Nordeste, Lula tem 57%, ante 30% de Flávio. O senador lidera no Sul, com 56% contra 31%, e no Centro-Oeste, com 51% contra 31%. No Sudeste, Flávio marca 44%, e Lula, 40%. No Norte, o presidente aparece com 44%, ante 41% do adversário.
Entre católicos, Lula soma 47%, contra 39% de Flávio. Entre evangélicos, o senador tem 55%, e o presidente, 30%. Na faixa de renda domiciliar de até dois salários mínimos, Lula registra 47%, ante 37%. Entre quem recebe mais de cinco salários mínimos, Flávio tem 47%, e Lula, 39%.
A pesquisa ouviu 2.000 eleitores em entrevistas individuais por telefone, realizadas de 10 a 13 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03482/2026.







