MANAUS — Nunes Marques e Dias Toffoli não vão participar do julgamento no STF relacionado a Alexandre de Moraes. As decisões foram comunicadas durante uma sessão extraordinária nesta terça-feira (15), mas tiveram justificativas diferentes.
Toffoli mencionou foro íntimo e afirmou que preferiu não expor sua suspeição para evitar constrangimentos na Corte. Ele disse ter seguido uma sugestão de Flávio Dino e declarou que sua postura mantém coerência.
Nunes Marques, por outro lado, vinculou sua decisão ao cargo de presidente do TSE. O ministro avaliou que o julgamento pode repercutir no processo eleitoral de 2026 e afirmou que faltam 19 dias para o pleito. Para ele, preservar o equilíbrio e a imparcialidade da Justiça Eleitoral é sua prioridade.
“Na condição de presidente do TSE, não me sinto confortável para participar desse julgamento e afirmo meu impedimento”, declarou.
Declarações sobre o Banco Master
Antes de anunciar o impedimento, Nunes Marques usou a tribuna para negar informações e especulações sobre o Banco Master. Ele afirmou que nunca julgou processos envolvendo a instituição e disse que seu filho não prestou serviços ao banco nem recebeu pagamentos dele.
O ministro também declarou que a quebra do sigilo bancário permite esclarecer dúvidas sobre o caso. Como argumento de isenção, citou seu voto favorável à prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo Nunes Marques, uma relação capaz de comprometer sua imparcialidade teria impedido sua participação nessa decisão.
Nunes Marques afirmou ainda que nunca trocou mensagens com Vorcaro e que não há registro desse tipo de contato entre os dois. Ao falar sobre a aproximação de pessoas com diferentes interesses em relação a autoridades, disse que essa é uma situação à qual ministros e outros agentes públicos estão sujeitos.
“Meu filho nunca prestou serviço ao banco e nem foi remunerado”, afirmou.
O presidente do TSE também disse que o tribunal tem mantido distância equivalente em relação aos partidos políticos. Na avaliação dele, a análise no STF pode produzir efeitos no ambiente político-eleitoral.







