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Por que as imagens do 11 de setembro continuam marcando gerações

Professor e sobrevivente relembram como a transmissão repetida dos ataques transformou o atentado em uma memória global.

Por que as imagens do 11 de setembro continuam marcando gerações
Foto: YouTube/Reprodução

As imagens do atentado de 11 de setembro de 2001 continuam entre as mais lembradas do século 21. Naquele dia, aviões sequestrados foram lançados contra as torres do World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Outra aeronave caiu em uma área rural de Shanksville, na Pensilvânia.

Quase 3 mil pessoas morreram nos ataques, atribuídos a terroristas da Al Qaeda. A transmissão ao vivo das torres em chamas e dos desabamentos foi repetida por horas, em um período em que a internet ainda não era tão difundida.

Uma imagem repetida até congelar o tempo

Para Eugênio Bucci, professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), a repetição das cenas criou um trauma compartilhado em escala global. Ele descreve a experiência como uma forma de distorção da passagem do tempo, produzida pela televisão ao vivo e mantida também nas plataformas digitais.

“Isso abriu uma ferida no olhar. Naquele dia, o olhar se tornou mutilado de guerra”, afirmou Bucci. Para o professor, o acontecimento ficou associado às lembranças pessoais de quem soube do ataque, incluindo a memória sobre onde cada pessoa estava naquele momento.

O empresário brasileiro Márcio Boruchowski trabalhava em um prédio próximo às torres. Ele disse que o som da queda foi o aspecto mais marcante da experiência. “A demora para cair foi muito chocante, isso ficou para sempre”, lembrou em entrevista para a TV Brasil.

Os aviões atingiram as estruturas a mais de 800 quilômetros por hora e provocaram explosões. Cerca de 400 mil pessoas foram expostas à poeira tóxica. A retirada de 1,8 milhão de toneladas de escombros durou cerca de oito meses.

Julgamento previsto

Khalid Sheikh Mohammed, apontado como mentor dos ataques e chefe de operações da Al Qaeda, deverá ser julgado por um tribunal militar em junho de 2028. Ele foi preso em 2003, no Paquistão, e está na base de Guantánamo, em Cuba, desde 2006.

Também serão julgados Walid Muhammad Salih Mubarak bin ‘Atash, Mustafa Ahmed Adam al Hawsawi e Ali Abdul Aziz Ali. Osama Bin Laden, fundador e líder da Al Qaeda, morreu em 2011 durante uma operação das forças dos Estados Unidos no interior do Paquistão.

Texto produzido pela Redação Pulso Jovem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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