BRASÍLIA — Fernando Haddad afirmou que a divulgação parcial das investigações da Polícia Federal sobre o Banco Master pode interferir na eleição presidencial. O candidato do PT ao governo de São Paulo defendeu que todo o material seja tornado público, sem liberação de informações em etapas.
Durante entrevista ao canal Bacci Notícias, nesta terça-feira (8), o ex-ministro da Fazenda disse que não vê outra alternativa além da abertura completa dos sigilos. Haddad também declarou que o caso já influencia muito o processo eleitoral.
O petista questionou quem decide quais informações serão divulgadas e em que momento. Para ele, deixar a população receber os dados aos poucos cria o risco de que um fato seja revelado perto da votação, sem tempo para que os envolvidos apresentem explicações e defesa.
“Não vejo outra solução que não a abertura completa dos sigilos”, afirmou Haddad. Ele também defendeu que as pessoas avaliem o caso com base no conjunto de informações disponíveis e relacionou a discussão a um momento de crise institucional no País.
Relações citadas na investigação
Questionado sobre as relações entre Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e Paulo Gonet, procurador-geral da República, Haddad disse que a apuração sobre o chefe da Procuradoria-Geral da República deve ser feita pelos órgãos competentes. A pergunta incluía a possibilidade de destituição de Gonet.
Haddad afirmou que Luiz Inácio Lula da Silva não tem poder para afastar o procurador-geral, porque Gonet possui mandato. Ele citou o Conselho Nacional do Ministério Público como o órgão responsável por analisar as provas relacionadas ao caso.







