A greve dos trabalhadores dos Correios continua nesta segunda-feira (14), em todo o país, e não tem previsão de término. A paralisação é por tempo indeterminado e pode afetar pontualmente o fluxo de encomendas, dependendo da região e do movimento nos centros de distribuição.
Os Correios afirmam que ativaram o Plano de Continuidade de Negócios para reduzir os impactos. Entre as medidas estão o deslocamento de funcionários de áreas administrativas para tarefas operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões.
As agências seguem abertas para atendimento ao público. Uma liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST) também determinou que 80% do efetivo de cada unidade ou estabelecimento permaneça trabalhando durante a greve.
Apesar disso, a empresa ainda não informou se os prazos de entrega serão alterados nem quais regiões podem ser mais afetadas. Quem espera uma encomenda deve acompanhar o rastreamento e observar possíveis mudanças na movimentação do objeto.
Por que a categoria parou
A paralisação começou na sexta-feira (11), depois que os trabalhadores rejeitaram, em assembleias, uma proposta apresentada pelos Correios nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
De acordo com a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (FINDECT), as reivindicações incluem avanços nas negociações, manutenção de direitos e garantias relacionadas ao plano de saúde de funcionários, aposentados e dependentes. Para a entidade, o benefício está entre os principais pontos de divergência com a direção da empresa.
O julgamento do dissídio coletivo está marcado para 21 de setembro no TST.
Situação no Pará
No Pará, a greve também começou na sexta-feira (11) e segue sem prazo para terminar. O Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos do Pará (Sincort-PA) estima que 13,26% dos trabalhadores do estado aderiram ao movimento.
Nesta segunda-feira (14), houve uma mobilização e uma assembleia em frente à agência da avenida Almirante Barroso, em Belém. O encontro terminou com a decisão de manter a paralisação.
Dúvidas e problemas específicos podem ser tratados pelos canais oficiais dos Correios. Os telefones informados pela empresa são 4003-8210 e 0800-881-8210. Também há atendimento pelos canais digitais da estatal.








