O terceiro vigilante ouvido pela Polícia Civil afirmou que viu uma multidão de estudantes empurrando e agredindo Diego Costa da Silva Araújo até a área externa do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele disse que estava no refeitório quando ouviu gritos no saguão e só então foi verificar a situação.
Os relatos dos outros dois vigilantes, que trabalhavam no campus durante o tumulto, indicam que Diego não atacou colegas. Um deles afirmou que o estudante mantinha uma postura defensiva e repetia que não era nazista. O outro declarou que Diego “em momento algum falou nada e somente tentava se defender das agressões que estava sofrendo”.
O que foi relatado na sala
A confusão começou depois que o estudante de Direito Deivid Lima entrou na aula de Educação Brasileira e deu voz de prisão a Diego. Conforme os depoimentos, o aluno de História tentava se proteger das acusações e dizia que não era nazista.
Uma professora que presenciou as agressões também afirmou à polícia que não percebeu manifestação de apologia ao nazismo durante a aula. Ela contou que aquele era o terceiro contato com a turma e que não havia identificado problemas envolvendo Diego ou os outros estudantes.
Diego declarou que não é nazista, negou os crimes e disse usar uma camisa da banda Death in June e um broche antinazista. Deivid, por outro lado, afirmou em publicações nas redes sociais que sofreu agressões e insultos racistas ao tentar levar o colega à delegacia. Segundo ele, Diego o chamou de “macaco”.
Os vigilantes e a professora relataram ainda que não havia gestores no campus durante o tumulto. A UFRJ não havia se manifestado sobre essas versões apresentadas à polícia.
Na terça-feira, 1º, o IFCS anunciou medidas sobre prisão em flagrante por particular, gravações audiovisuais, entrada de não alunos em salas de aula e fluxo de acionamento em situações do tipo.







