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Brasil fica entre os últimos da América Latina em matemática no Pisa 2025

Avaliação internacional manteve o desempenho brasileiro estável, mas apontou queda em leitura e matemática em relação a 2022.

Brasil fica entre os últimos da América Latina em matemática no Pisa 2025
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Brasil teve seu pior resultado em matemática no Pisa 2025: ficou na 71ª posição, atrás de seis países da América Latina. Em ciências, ocupou o 67º lugar. A melhor colocação foi em leitura, com o 52º lugar — ainda abaixo de Chile, Uruguai e Costa Rica.

Divulgados nesta terça-feira (8), os resultados mostram estabilidade no desempenho brasileiro em comparação com 2022. Desde 2015, as pontuações do país apresentam poucas oscilações, mas isso não se traduz em posições altas nos rankings.

Desempenho por área

Na matemática, o Brasil ficou atrás de Uruguai (59º), Chile (60º), México (63º), Costa Rica (65º), Peru (66º) e Colômbia (68º). Em ciências, os países latino-americanos à frente foram Uruguai (42º), Chile (43º), Costa Rica (57º), Colômbia (63º) e México (64º).

Em relação à edição anterior, a média brasileira em ciências subiu de 403 para 409 pontos. Já leitura caiu de 410 para 408, enquanto matemática recuou de 379 para 377. No domínio inovador, o país ficou na 69ª posição.

Como funciona a avaliação

Coordenado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o Pisa mede conhecimentos e habilidades de estudantes de 15 anos. O estudo é realizado desde 2020, a cada três anos, e avalia leitura, matemática e ciências em todas as edições.

Em 2025, ciências foi o domínio principal, com um número maior de questões. A avaliação também analisou o domínio inovador “Aprendizagem no Mundo Digital”, voltado à capacidade de solucionar problemas usando ferramentas computacionais.

No Brasil, as provas foram aplicadas em abril e maio de 2025, com questões de múltipla escolha e dissertativas. Participaram 30.140 estudantes de 1.053 escolas, sendo 72,4% da rede estadual. No total, aproximadamente 760 mil estudantes de 91 países e economias fizeram a avaliação.

Os melhores desempenhos nas três áreas vieram das jurisdições chinesas de Pequim, Xangai, Jiangsu e Zhejiang, avaliadas em conjunto, e de Singapura. Estônia, Japão, Coreia do Sul, Macau (China), Taipei Chinês e Reino Unido também ficaram entre os dez sistemas educacionais mais bem colocados.

Texto produzido pela Redação Pulso Jovem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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