O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) propôs dividir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em duas estruturas na primeira semana de um eventual governo. A ideia foi apresentada nesta sexta-feira (11), durante sabatina do SBT.
Uma das instituições seria dedicada ao financiamento de grandes empresas. A outra teria como foco os microempreendedores. Cury afirmou que pretende financiar mais de 10 milhões de empresas e criar o Banco da Grande Empresa e o Banco da Microempresa.
O candidato também defendeu a criação de uma Escola do Empreendedor, com atuação em comunidades, favelas e escolas públicas de cidades de diferentes portes. Segundo Cury, a proposta busca ampliar o acesso ao crédito e estimular a abertura e o crescimento de negócios no país.
Estado e políticas sociais
A divisão do BNDES foi apresentada quando Cury respondia sobre como pretende combinar a redução do Estado e a responsabilidade fiscal com a manutenção de programas sociais. Ele disse defender meritocracia e uma estrutura pública mais enxuta, mas afirmou que não pretende acabar com políticas sociais consideradas importantes.
Cury citou o Bolsa Família e relatou a pobreza enfrentada por sua família durante a infância para justificar a continuidade de políticas de transferência de renda. “Cuidar do social é vital”, afirmou.
Questionado sobre a redução das despesas públicas, o candidato disse que não pretende demitir servidores concursados. Ao mesmo tempo, defendeu uma revisão dos cerca de 50 mil cargos de confiança citados durante a sabatina.
“Talvez 30% deles”, disse Cury ao falar sobre a possibilidade de corte. Depois, ele reforçou que quer extinguir cargos comissionados considerados não essenciais e otimizar a máquina pública.
O candidato afirmou ainda que conversa com economistas para formar sua equipe e elaborar a proposta econômica, mas não anunciou quem comandaria a área em um eventual governo.







