SÃO PAULO — A Netflix estreou O Rato, série sul-coreana de suspense que entrou no Top 10 de produções mais assistidas da plataforma. Dirigida por Kim Hong-sun, a produção tem dez episódios e traz Ryu Jun-yeol e Sul Kyung-gu no elenco principal.
A história usa uma lenda do folclore coreano para falar sobre identidade, privacidade e os limites da vida digital. Na crença popular, um rato pode virar uma pessoa depois de comer as unhas que ela cortou. A criatura passa a assumir a identidade do indivíduo.
Na série, essa ideia aparece em um contexto atual. O impostor não apenas reproduz a aparência de outra pessoa: também acessa informações pessoais, contas bancárias, senhas e outros elementos ligados à identidade digital.
Um escritor sem identidade
Je Moon-jae, personagem de Ryu Jun-yeol, é um escritor de romances policiais que escolheu viver no anonimato. Ele publica os livros com um pseudônimo e mantém seus dados e seu patrimônio longe da exposição pública.
A estratégia muda de sentido quando outra pessoa começa a usar sua identidade para movimentar seus bens. O criminoso também consegue reproduzir a aparência de Moon-jae, dificultando a comprovação de que o escritor é quem afirma ser.
Para tentar recuperar o patrimônio, Moon-jae precisa convencer outras pessoas da própria identidade. O problema se agrava porque ele registrou imóveis, contas e outros bens no nome de um amigo de infância, um contador em quem confiava.
Quando o golpe acontece, a falta de documentos e de outros meios para confirmar sua versão faz com que ele seja tratado como um desconhecido em espaços ligados à sua própria vida.
Uma investigação com interesses diferentes
Na busca pelo responsável, Moon-jae se une a No-ja, um agiota interpretado por SolKyung-gu. Ele também procura o impostor, mas por outro motivo: o falso Moon-jae deixou uma dívida milionária.
Os dois passam a seguir as pistas do criminoso, enquanto um detetive participa da investigação. A trama reúne personagens com objetivos diferentes e explora o risco de confiar na pessoa errada quando a identidade está espalhada por sistemas digitais que podem ser manipulados.







